Bem-vindo ao nosso site de HISTÓRIA

Neste site, os visitantes encontrarão diversos textos por mim publicados, desde 1995, em jornais e revistas, ou, simplesmente, difundidos por e-mail para os meus amigos. Das obras publicadas, como autor ou como tradutor, conto apresentar alguns breves extractos criteriosamente seleccionados.

DAVID MARTELO

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UNIDOS E DETERMINADOS A NÃO CORRER RISCOS

Faz parte da formação dos chefes militares de todos os exércitos o estudo das campanhas militares registadas na história, mesmo daquelas que, como a Guerra do Peloponeso, se distanciam de nós por mais de dois mil anos. Em contextos diversos e dispondo de incomparáveis armamentos e tecnologias, esse estudo sempre acrescenta à formação dos militares uma série de considerações e ensinamentos que parecem ser adaptáveis a todos os tempos.

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1940 – DE COMO ADOLF HITLER VOLTOU A OFERECER A PAZ

Adolf Hitler, saciado com o triunfal domínio de grande parte da Europa Ocidental e Central, estava pronto a pôr fim à guerra, isto é, era de seu interesse que a única potência que ainda se lhe opunha – a Grã-Bretanha – admitisse que era estulto prosseguir a luta em tão desventurosas condições. Para começar a manobra de convencimento, a guerra aérea contra a Grã-Bretanha (também designada por “Batalha de Inglaterra”) teve o seu início em 10 de Julho, pouco mais de duas semanas após a assinatura do armistício com a França.

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1962 – ÚLTIMAS SEMANAS DA DOMINAÇÃO FRANCESA NA ARGÉLIA

Com a infausta retirada do Afeganistão dos EUA e da NATO ainda fresca na nossa memória, talvez seja oportuno recordar as vicissitudes ocorridas na Argélia durante as derradeiras semanas da dominação francesa. O leitor poderá identificar as semelhanças e as diferenças com os recentes acontecimentos no Afeganistão, e com o final de outras guerras prolongadas em que Portugal esteve envolvido.

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DA ENGENHOSA E FIDALGA IDEIA DE NÃO HUMILHAR O AGRESSOR

No Outono de 2021, ao iniciar-se a parte essencialmente militar da crise que oporia a Rússia à Ucrânia, a diplomacia ocidental (OTAN+EU+Reino Unido) pretendeu fazer crer que, em caso de invasão, daria ao país invadido um grande apoio. Foram preparadas diversas sanções económicas e financeiras e os EUA foi mesmo ao ponto de informar o governo de Moscovo de que forneceria armas ao governo de Kiev, de modo a que este pudesse defender-se da prevista agressão.

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1939 – DOS ANSEIOS DE PAZ DE ADOLF HITLER

A 6 de Outubro de 1939, cinco dias depois de concluída a campanha da Polónia, Adolf Hitler pronunciou, perante os deputados do Reichstag, um discurso em que fazia convergir um claro sentimento de vitória com a magnanimidade de uma oferta de paz. 

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DO GOLPE-DE-MÃO ESTRATÉGICO E OUTROS ENIGMAS

Com um intervalo de uma semana, tive a oportunidade de ler dois artigos que, apesar das notórias divergências de intenções dos seus autores, convergem num relato sobre as elevadas capacidades dos EUA no plano da obtenção de informação estratégica e da manobra política que, no caso do conflito Ucrânia-Rússia, lograram fazer, antes e depois do início da invasão. Um do articulista David Ignatius, publicado no Washington Post, e outro do major-general Carlos Branco, publicado no Jornal Económico.

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DA GUERRA, NA SUA FÓRMULA 2022

A guerra, na sua Fórmula 2022, trouxe-nos um cenário bem invulgar. Tratando-se, obviamente, de uma confrontação entre o Ocidente e a Rússia, o dito Ocidente – União Europeia, OTAN, EUA e alguns países europeus até há pouco neutrais (Suécia e Finlândia) – apressou-se a declarar, ainda antes de 24 de Fevereiro de 2022, a sua não-beligerância, embora dispostos a fornecer à Ucrânia diverso material de guerra. Sucessivamente, para demonstrar a sua condenação da agressão russa à Ucrânia, o Ocidente aplicou à Rússia uma série de pacotes de sanções económicas e financeiras. E, concomitantemente, vários dos países integrantes desse bloco – com destaque para a Alemanha – continuaram clientes do gás e do petróleo da Rússia, fornecendo-lhe diariamente cerca de mil milhões de euros de receita.

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DO MODELO DE CULPABILIZAÇÃO DOS INVADIDOS – EUROPA 1939-2022

Pela primeira vez depois de 1945, a Europa voltou a ver um Estado a invadir outro, reivindicando pela força das armas um ajustamento de fronteiras e a protecção de minorias alegadamente ameaçadas. Embora tenham surgido, depois de 24-02-2022, opiniões que recusam como exageradas e insensatas as comparações entre Hitler e Putin, não há como não reconhecer que as semelhanças existem e devem ser tidas em conta, olhando para Hitler como ele era avaliado antes da guerra e no seu início, e não com o conhecimento que dele se teve após a derrota da Alemanha. 

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A GUERRA PELA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

Pelo Gen Bda (Ref) César Augusto Nicodemus de Souza (Exército Brasileiro)

A propósito do segundo centenário da independência do Brasil, que este ano vamos comemorar, o general César Souza, meu prezado amigo e companheiro dos Congressos Internacionais de História Militar, brinda-nos com um excelente texto-resumo sobre as principais acções militares que opuseram os revoltosos, liderados por D. Pedro, aos colonos e forças militares portuguesas que entendiam dever evitar a separação. Tratou-se de um conflito que nós, portugueses, gostamos de imaginar com grande indulgência, mas cuja realidade militar foi algo menos do que uma separação amistosa.

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DAS GUERRAS DEFENSIVAS PARA REIVINDICAÇÃO DE DIREITOS

Por Antoine-Henri Jomini

Com a sabedoria do início do século XIX, Jomini faz-nos um alerta sobre reivindicações territoriais, afirmando que «quando um Estado tem direitos sobre um país vizinho, nem sempre isso constitui motivo para os reclamar de armas na mão. É preciso ter em conta o interesse público, antes da decisão ser tomada».

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INVASÕES

HUNGRIA 1956 / CHECOSLOVÁQUIA 1968

Assim que o final da 2.ª Guerra Mundial permitiu o retorno à actividade política, a organização do poder civil nos países europeus sob dominação soviética não assumiu imediatamente a forma de repúblicas de partido único, ao estilo da URSS. Na Hungria, as eleições de Novembro de 1945 realizaram-se, ainda, de forma livre, tendo os eleitores privilegiado os antigos partidos – Liberais, Sociais-Democratas e diversos partidos agrários –, deixando o Partido Comunista Húngaro com uma modesta percentagem dos votos.

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BALANÇO DE UM DIA DE VERÃO

Por Salgueiro Maia

Numa alvorada de Abril, alguns “Cavaleiros do Infinito” derrotaram o Adamastor. Aberto que foi o caminho, logo surgiram cavalos mais lestos a tomar rápido o caminho do “El Dorado”. Em cada esquina um Novo Profeta, um guia para a via rápida conduzindo ao Socialismo; foram ultrapassados os aviões mais rápidos, até o “Concorde” parece velho ao lado dos novos “Discórdios”.

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1991 – O PCP E A DESAGREGAÇÃO DA UNIÃO SOVIÉTICA

Os acontecimentos que, há 30 anos, levaram à desagregação da União Soviética produziram, igualmente, um verdadeiro sismo ideológico na maioria dos partidos comunistas de todo o mundo, muitos dos quais não lograram evitar a extinção ou a drástica redução da sua importância política. Nesse contexto, a sobrevivência, em Portugal, de um partido comunista ortodoxo constitui um dado relevante, que a história não deixará de assinalar. Mas o abalo sentido nas fileiras do Partido Comunista Português (PCP) foi grande e embaraçoso.

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DA UTILIDADE DA DISSUASÃO

Para os estudiosos de História Militar, o conflito russo-ucraniano, em curso desde 24 de Fevereiro de 2022, tem apresentado, desde os seus primórdios, um conjunto de características de que quase não havia notícia em guerras anteriores.

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22 DE JUNHO DE 1941

A ALEMANHA NAZI INVADE A RÚSSIA

DISCURSO DE CHURCHILL

Neste texto, Winston Churchill recorda os momentos que antecederam o início da invasão da Rússia, em Junho de 1941, e os termos em que, através da BBC, se dirigiu aos britânicos, horas depois de se confirmar o começo da ofensiva nazi.
 
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22 DE JUNHO DE 1941

PROCLAMAÇÃO DE HITLER AO POVO ALEMÃO SOBRE A INVASÃO DA RÚSSIA

Horas depois do início da invasão da Rússia, em Junho de 1941, Adolf Hitler apresenta ao povo alemão uma pormenorizada justificação para a ofensiva que se iniciava, apesar de vigorar entre os dois Estados o Tratado de Amizade celebrado em Agosto de 1939.

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HITLER – DISCURSO NO REICHSTAG EM 1 DE SETEMBRO DE 1939

A invasão da Polónia, que daria origem à 2.ª Guerra Mundial, havia começado poucas horas antes. Hitler discursa perante o Reichstag, explicando aos deputados a razão do emprego da força. Um texto que vale a pena recordar, quando a Europa regressa aos tempos de guerra.

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DO RESSENTIMENTO

A Europa e o Mundo estão a viver uma situação que possui diversos pontos de contacto com os acontecimentos que se produziram após a subida de Adolf Hitler ao poder, em 1933. O desfecho da 1.ª Guerra Mundial servira de impulso anímico para o ajuste de contas que é de esperar de um partido nacionalista. O ressentimento, tal como o medo, constitui poderoso esteio para a manipulação de multidões. 

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COITADINHO DO HITLER

Nestes dias em que a Europa e o Mundo temem a aproximação de uma nova guerra de elevada intensidade, o debate público na imprensa e na TV tem evidenciado a existência de duas correntes de opinião predominantes. Uma, alinhada com a OTAN e a União Europeia, tende a sublinhar as ameaças militares da Rússia e a comprovada predisposição de Putin para a violação de fronteiras, daí concluindo que se devem mover todos os esforços para lhe opor a resistência possível, sem recurso à guerra. Outra, pelo contrário, de indisfarçada simpatia pela Rússia de Putin, procura apontar como responsável pela crise a extensão da OTAN para Leste, a partir de 1999 (República Checa, Hungria e Polónia), com especial relevância no alargamento de 2004, quando aderiram três ex-repúblicas da URSS (Estónia, Letónia e Lituânia).

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CORTINADOS GEOPOLÍTICOS

A crise que opõe actualmente a Rússia aos aliados da OTAN, localizada sobre a fronteira da Ucrânia, na qual o governo de Moscovo alega sentir-se ameaçado pela proximidade geográfica dos novos membros da aliança, justifica uma revisão histórica dos acontecimentos que levaram a anteriores modificações na localização da divisória europeia entre blocos políticos. Porque o tema tem conotações de índole militar, iremos mesmo lançar mão da expressão ‘Linha de Contacto’ para definir essa divisória que materializa a separação de conjuntos de Estados potencialmente antagónicos.

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CONCEITO ESTRATÉGICO DO ESTADO NOVO – 1945-1965

(Artigo originalmente publicado no n.º 1 da Revista Portuguesa de História Militar)

Em 25-11-1947, na biblioteca da Assembleia Nacional, o Presidente do Conselho dirigia-se à Câmara para dar nota dessa sua ilusão sobre o mundo do pós-guerra. No que ao império colonial podia interessar, afirmava: Por feliz coincidência ou providencial disposição, os destinos de toda a África são solidários com a Europa do ocidente. Excepto no que respeita ao Egipto e à Abissínia (mas não à África do Sul, membro da Comunidade Britânica), a Inglaterra, a França, a Bélgica, a Itália, Portugal e a Espanha têm, através de regimes políticos ou económicos diversos, a direcção efectiva e a responsabilidade do trabalho, progresso e bem-estar do sentimento africano. Uma política concertada de defesa e de valorização económica porá ao dispor do Ocidente produtos e riquezas que aumentarão de maneira assombrosa as suas possibilidades de vida e a sua contribuição para o intercâmbio mundial. A África é a base suficiente para a política que se deseje fazer.

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NICOLAU MAQUIAVEL

Nascido em Florença, em 3 de Maio de 1469, filho de um advogado sem linhagem aristocrática nem fortuna que o notabilizasse, Nicolau Maquiavel esteve, também ele, prestes a concluir a licenciatura em Leis, o que não chegou a fazer, por ter trocado os estudos pela política activa. Em 14 de Julho de 1498, com apenas 29 anos, foi nomeado Secretário da Segunda Chancelaria da República de Florença. Era um cargo onde se tratavam, em natural convergência, os negócios da Defesa, do Interior e da Diplomacia, e que ocupou, ininterruptamente, até ao final da sua vida política.

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1975 – REFLEXÕES DE DEZEMBRO

Ao fazer-se um balanço dos acontecimentos do 25 de Novembro, passados 46 anos, justifica-se recordar um conjunto de ideias transmitidas por alguns dos principais actores das facções vencidas, para contrariar a natural tendência da história ser unicamente a versão dos vencedores – mesmo que, naturalmente, isso não seja garantia de verdade histórica.

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VIETNAME 1968 – A OFENSIVA DO TET

A ofensiva do Tet constituiu uma das fases mais significativas da Guerra do Vietname. O Tet, sendo a celebração do Ano Novo Lunar, é uma das festividades mais importantes do Vietname, pelo que vários autores consideraram o impacto moral da data do início da ofensiva (31 de Janeiro de 1968) comparável ao que se produziria num país ocidental se a mesma ocorresse na véspera do Natal cristão.
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1939 – PACTO GERMANO-SOVIÉTICO

Winston Churchill

Ao fim da tarde de 19 de Agosto, Estaline anuncia ao Politburo a sua intenção de assinar um pacto com a Alemanha. Em 22 de Agosto, até ao início da noite, o marechal Voroshilov manteve-se incontactável para as missões aliadas. Disse, então, ao chefe da missão francesa: “A questão de uma colaboração militar com a França anda no ar há vários anos, mas nunca acabou por ser regulada. No ano passado, quando a Checoslováquia estava prestes a sucumbir, esperámos, em vão, um sinal da França. As nossas tropas estavam prontas...Os governos francês e inglês, agora, arrastaram as discussões políticas e militares por demasiado tempo. Por esta razão, não se pode excluir a possibilidade de virem a produzir-se certos acontecimentos políticos.”

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1975 – RAÍZES DE NOVEMBRO

A crise político-militar do Verão de 1975 começa a revelar-se sem subterfúgios quando, em 10 de Julho de 1975, o Partido Socialista (PS) abandona o IV Governo Provisório, invocando a circunstância de o jornal República ter voltado a publicar-se com a direcção designada pela comissão de trabalhadores. Em 10 de Agosto de 1975, na reunião plenária do Comité Central do PCP, Álvaro Cunhal revela temer "que certa parte militar, que podemos ter como progressista, se volte contra o Partido ou deixe o Partido isolado".

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1576 – O ENCONTRO DE GUADALUPE

Em fins de Junho de 1576, o jovem rei D. Sebastião estava determinado a passar a África para fazer frente ao que considerava ser a ameaça otomana em Marrocos. Já em fase de preparativos para a expedição militar, o monarca português envia Pero de Alcáçova à corte de Filipe II, com a tripla missão de obter apoio para a empresa de África, pedir a mão da filha mais velha do rei castelhano, Isabel Clara Eugénia, e, por último, concertar uma conferência entre os dois monarcas. Com a colaboração de Cristóvão de Moura, ajusta-se o encontro para o Mosteiro de Guadalupe, próximo de Cáceres, para meados do mês de Dezembro. 

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1939 – A APROXIMAÇÃO ENTRE A ALEMANHA DE HITLER E A RÚSSIA DE ESTALINE

Winston Churchill

Em Junho de 1939, os governos da Grã-Bretanha e da França ainda julgavam possível alcançar um acordo com os soviéticos face à ameaça da Alemanha de Hitler, pelo que foi decidido enviar um enviado especial a Moscovo. Simultaneamente, rodeado do maior secretismo, os diplomatas de Hitler e de Estaline iniciavam as conversações que, em Agosto, iriam conduzir ao Pacto Germano-Soviético.

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1939_aprox hitler estaline.pdf (40063)

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INTRODUÇÃO

O Fascismo era a sombra ou o filho monstruoso do Comunismo. Winston Churchill

Caporetto e Petrogrado

No final de 1917, em plena 1.ª Guerra Mundial, dois acontecimentos, separados temporalmente por menos de uma semana e geograficamente por 2.000 km, iriam gerar as condições para o sucesso da Revolução Bolchevista e do movimento, igualmente revolucionário, que serviria de modelo ao processo de a combater - o fascismo.

O texto que se segue constitui a INTRODUÇÃO desta edição em português (Edições Sílabo), de que sou autor. A tradução da obra também é da minha autoria.

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Mussolini - Introdução.pdf (104406)

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GARIBALDI - GENERAL-DE-MAR-E-GUERRA

Acaba de sair este volume de Memórias Autobiográficas, de Giuseppe Garibaldi, que tive a honra de traduzir. O texto que se segue constitui a INTRODUÇÃO desta edição em português (Edições Sílabo), de que sou também autor.

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Introdução GG.pdf (180435)

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Para ler a recensão do general Vieira Borges na REVISTA MILITAR, clicar em:

https://www.revistamilitar.pt/artigo/802

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Recensão do Prof. Doutor Luís Alves de Fraga, publicada na Revista Militar
 

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A melhor defesa imediata dos EUA está no sucesso da Grã-Bretanha a defender-se a si própria

Franklin D. Roosevelt

(Explicando, em 1940, antes de os EUA entrarem na 2.ª Guerra Mundial, por que razão apoiava fortemente o Reino Unido contra Hitler)

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Mas uma vez que a guerra nos é imposta, não há outra alternativa senão aplicar todos os meios disponíveis para a levar a um rápido fim. O fundamental objectivo da guerra é a vitória, não uma prolongada indecisão. Na guerra, não há substituto para a vitória. 

General Douglas MacArthur (Old soldiers never die...)

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O medo é o tipo de exaltação que mais enfraquece a razão.

Cardeal de Retz

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A verdadeira escola de 'comando' é a cultura geral.

Charles de Gaulle

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A guerra é a maneira que Deus arranjou para ensinar geografia aos americanos.

Ambrose Bierce

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Nunca interrompas o teu inimigo quando ele estiver a cometer um erro.

Napoleão Bonaparte

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A violência é a parteira da história.

Karl Marx

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Hipnotizada pelo puro combate ideológico [...] a revolução [de Abril] descurou em excesso o sentimento nacional, deixando à futura direita, após a cómoda hibernação que lhe ofereceu, a sua exaltada e frenética exploração. É verdade que os valores de "pátria", "patriotismo", "sentimento nacional", pelo seu teor afectivo, de cariz irracional, não costumam ser reivindicados pela esquerda. É um erro funesto. Nenhuma revolução triunfou com argumentos meramente ideológicos.

EDUARDO LOURENÇO, O Labirinto da Saudade

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Os homens nunca fazem nada de bem senão por necessidade.

Nicolau Maquiavel 

Discursos sobre a Primeira Década de Tito Lívio - L. I - Cap. III

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Um partido conservador não tem muitas hipóteses em Portugal, porque o nosso atraso é tal que a política a fazer é muito progressiva e muito progressista.

Francisco Sá Carneiro (1974)

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O discurso do arrependimento do Ocidente é esclerosante. É preciso libertar-se dele e pensar para além da vitimização. [...] A pergunta que devemos colocar a nós próprios não é: porque sou mal acolhido; mas é: porque parto, porque deixo a minha terra?

Kamel Daoud, argelino, combatente por um islão iluminista

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Cada povo só o é por se conceber e viver justamente como destino. Isto é, simbolicamente, como se existisse desde sempre e tivesse consigo uma promessa de duração eterna.

EDUARDO LOURENÇO, Portugal como Destino

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Nenhuma mentira vive o suficiente para envelhecer 

Sófocles

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É verdade que, por vezes, os militares, exagerando da impotência relativa da inteligência, descuram servir-se dela.

Charles de Gaulle

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O meu erro não foi ter subestimado Hitler. O meu erro foi ter sobrestimado os alemães.

Klaus Mann

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As despesas militares eram um quebra‑cabeças. Nunca se conseguiu que o Ministério do Exército se submetesse à disciplina orçamental [...] Debalde eu determinara que não se excedesse com as despesas militares os 40% do orçamento geral do Estado: ia‑se até aos 45%, e o pior é que se tinha a consciência de uma péssima administração do Exército, pois na Marinha e na Força Aérea as previsões orçamentais eram respeitadas.

MARCELLO CAETANO, Depoimento, p. 97.

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O preço da grandeza é a responsabilidade.

Winston Churchill

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...do ponto de vista deles, nós éramos um entrave à revolução tal como eles a entendiam. Mas nós entendíamos que estávamos a fazer uma revolução em função do passado. E eles entendiam que nós éramos a contra-revolução em função da ideia que faziam do que seria a revolução. 

Ernesto Melo Antunes

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Numa Pompílio [2.º rei de Roma] ... encontrando um povo ferocíssimo e pretendendo conduzi-lo à obediência civil de forma pacífica, voltou-se para a religião como coisa de todo necessária para manter um clima de civilidade; e fê-lo de tal modo que, por muitos séculos, não houve, em parte nenhuma, tanto temor de Deus como naquela república...

MAQUIAVEL, Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio.

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Há uma Providência que protege os idiotas, os bêbados, as crianças e os Estados Unidos da América.

Otto von Bismarck

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Revolução é uma ideia que encontrou as suas baionetas.

Napoleão Bonaparte

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“Os portugueses sempre tiveram uma maneira muito sua de fazer as coisas. Mesmo aquele sangrento espetáculo ibérico, a tourada, adquire em Portugal uma característica especial, cavalheiresca, pois o touro nunca é morto. Na semana passada, um grupo estreitamente coordenado de oficiais do exército aplicou essa tradição civilizada a um ato muitas vezes violento: um golpe militar”. 

Newsweek - 6 de Maio de 1974

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Resultado de imagem

A Honra é a poesia do Dever.

Alfred de Vigny

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Estou absolutamente convencido de que a Espanha é o país mais forte do mundo. Século após século tenta destruir-se e não há maneira de o conseguir.

Otto von Bismark

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[No Vietname] combatemos uma guerra militar; os nossos opositores combateram uma guerra política. Procurámos o desgaste físico; os nossos opositores apontaram à nossa exaustão psicológica. Ao longo do processo, esquecemo-nos de uma das máximas principais da luta de guerrilha: a guerrilha vence desde que não perca; o exército convencional perde se não consegue vencer.

Henry Kissinger

The Viet Nam Negotiations, Foreign Affairs, Janeiro de 1969

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A impressão era sempre modificada à vista da bela e educada
juventude que me acompanhava, quase todos elementos citadinos
e cultos, pois é notório que, entre os corpos voluntários que
tive a honra de comandar em Itália, os camponeses sempre falharam,
graças aos reverendos ministros da mentira.
 
Giuseppe Garibaldi
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Israel, tendo atacado, apoderou-se, em 6 dias de combate, dos objectivos que pretendia alcançar. Presentemente, organiza, nesses territórios que tomou, a ocupação, que não pode resultar sem opressão, repressão e expulsão, e onde se manifesta, contra ele, uma resistência que, por seu turno, [Israel] apelidará de terrorismo.

Charles de Gaulle - Conferência de imprensa de 27-11-1967

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...de mil maneiras e por muitas razões, as conquistas são prejudiciais. Porque é muito fácil fazer conquistas sem aumentar a respectiva força, mas quem conquista império e, ao mesmo tempo, não aumenta a sua força, caminha para a ruína.

Maquiavel, Discursos sobre a Primeira Década de Tito Lívio

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Padre Antônio Vieira

Se servistes a Pátria, que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis, ela o que costuma.

Padre António Vieira

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