Bem-vindo ao nosso site de HISTÓRIA

Neste site, os visitantes encontrarão diversos textos por mim publicados, desde 1995, em jornais e revistas, ou, simplesmente, difundidos por e-mail para os meus amigos. Das obras publicadas, como autor ou como tradutor, conto apresentar alguns breves extractos criteriosamente seleccionados.

DAVID MARTELO

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HERÓIS DO MAR OU SALTEADORES?

Na sua edição de 22-10-2021, o jornal Público, na sua secção de “opinião”, ofereceu aos seus leitores um artigo de Inês Beleza Barreiros, intitulado Os Murais do Salão Nobre: documento do colonialismo ou o colonialismo (ainda hoje) em acção? O texto reflecte a visão da autora relativamente ao que considera ser o significado político das pinturas murais que decoram o Salão Nobre da Assembleia da República: “As imagens não ilustram argumentos, elas são o argumento colonial; não são um documento do colonialismo, mas o colonialismo em acção.” 

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DA REVOLUÇÃO DOS CRAVINHOS ÀS VINDICTAS RIBEIRINHAS

Em 28 de Setembro, logo após se ter tornada pública a intenção do ministro da Defesa, João Cravinho, de exonerar o Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), almirante Mendes Calado, e de propor a sua substituição pelo vice-almirante Gouveia e Melo – que terminara, horas antes, as funções de chefe da Task Force de vacinação anti-Covid19 –, o Presidente da República (PR) apressou-se (é o termo) a colocar um forte travão em tal desígnio, dando-se ao trabalho de referir que houvera sobre o assunto um trio de equívocos. 

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AFEGANISTÃO – DE REGRESSO A DOHA

Em artigo aqui publicado no final de Agosto, sob o título Afeganistão – A Retirada da Guerra, sobre a atribulada evacuação das tropas aliadas daquele país asiático, admiti que iriam “fazer-se, no Congresso dos EUA e nos parlamentos de outros países, inquéritos para apuramento das responsabilidades, pelo que nos encontramos, ainda, no desconhecimento de factos importantes”. No que respeita aos EUA, os primeiros passos nesse sentido tiveram lugar em 28 de Setembro.

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DA GUERRA POR TAIWAN

Andam animadíssimos os céus em torno de Taiwan, mais precisamente no espaço que é designado por Air Defense Identification Zone (ADIZ), ou Zona de Identificação da Defesa Aérea da ilha. As incursões de meios aéreos da China têm vindo em crescendo, e, no dia 1 de Outubro, festa nacional da República Popular da China, a sua força aérea fez penetrar na ADIZ 22 aviões de caça, 2 bombardeiros e 1 avião de luta anti-submarina. Na noite de 1 para 2 de Outubro, um segundo grupo de 13 aviões levou a efeito uma nova incursão, ficando a actividade desse dia nos 38 aviões. No dia seguinte, nova onda de aviões chineses entrou na ADIZ, desta vez em número de 39. E, no dia 3, mais 16. Só no presente ano, registaram-se mais de 500 incursões, contra 380 em 2020.

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O FUTURO SOMBRIO DA GRANDE GUERRA

Na última década, diversos analistas, civis e militares, têm procurado chamar a atenção para a atitude dos EUA e da NATO face a um possível conflito de alta intensidade que representa um salto para o desconhecido, no qual se tem de vencer um vão de três quartos de século de ausência deste tipo de confrontos. A tensão crescente entre os EUA e a China, agora no seu papel de principais potências militares do planeta, propicia algumas considerações e a exposição de pertinentes dúvidas.

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O RETRATO DO CHEFE

Lembrando a figura ilustre do general Loureiro dos Santos, REPUBLICO um artigo de 2014.

Integrado no ciclo de conferências O Estado das Coisas / As Coisas do Estado, realizou-se na Fundação de Serralves, no Porto, em 9 de Janeiro de 2014, um frente-a-frente entre o Ministro da Defesa Aguiar Branco e o general Loureiro dos Santos. O tema em debate era “Para quê a Defesa?”, sendo moderador o jornalista Paulo Ferreira, do Jornal de Notícias.

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1962 – ÚLTIMAS SEMANAS DA DOMINAÇÃO FRANCESA NA ARGÉLIA

Com a infausta retirada do Afeganistão dos EUA e da NATO ainda fresca na nossa memória, talvez seja oportuno recordar as vicissitudes ocorridas na Argélia durante as derradeiras semanas da dominação francesa. O leitor poderá identificar as semelhanças e as diferenças com os recentes acontecimentos no Afeganistão, e com o final de outras guerras prolongadas em que Portugal esteve envolvido.

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DOS EXÉRCITOS ALIADOS, MISTOS E PRÓPRIOS

Nicolau Maquiavel

Os exércitos aliados, que são o outro tipo de exércitos inúteis, são os que resultam de um pedido de auxílio a outro país para que, com as suas tropas, venha ajudar à vossa defesa, como fez, ainda há pouco tempo, o papa Júlio II, o qual, tendo constatado, na campanha contra Ferrara, a triste figura feita pelas suas tropas mercenárias, resolveu recorrer a forças aliadas, acordando com Fernando, rei de Espanha, a ajuda do seu exército. O empenhamento destes exércitos, nestas condições, pode ser útil e proveitoso para eles próprios, mas são, para quem os chama, quase sempre prejudiciais.

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AFEGANISTÃO – A RETIRADA DA GUERRA

Doutrinariamente, a execução de uma manobra de retirada é uma operação de alto risco em que a força que a executa pretende evitar o combate em condições que, ocasionalmente, considera desfavoráveis. Por definição, só há lugar a “retirada” quando a força já não está “em contacto” com o inimigo. Se está “em contacto” e, mesmo assim, pretende afastar-se do inimigo, tem de, primeiramente, conduzir outra operação de elevadíssimo risco, designada por “rotura de combate”, a qual pode ser feita “com” ou “sem” pressão do opositor.

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DE NOVO “A GRANDE ILUSÃO”

A Guerra de 2034

Em 1910, surgiu a obra A Grande Ilusão, do britânico Norman Angell, o qual argumentava que a rivalidade no capítulo dos armamentos, em curso na Europa, «especialmente a que se desenvolve entre a Inglaterra e a Alemanha – não pode continuar indefinidamente». Numa obra posterior,  respondendo a Winston Churchill, que o criticara por, segundo ele, ter escrito que o perigo da guerra se tornara uma ilusão, replicou que «não era o risco de uma guerra que se tornara uma ilusão, mas sim a ideia de que daí decorria algum benefício.» Em Março do corrente ano, saiu 2034 – A novel of the next world war, dos americanos Elliot Ackerman e James Stavridis. O facto de Ackerman ter cumprido, como marine, 4 comissões no Iraque e no Afeganistão, e de ter trabalhado para a CIA, acrescido da circunstância de Stavridis ser almirante da Marinha dos EUA e ex-Comandante Supremo Aliado na Europa, fez-me admitir que, no meio das fantasias que uma obra deste género sempre comporta, poderia vislumbrar “nas entrelinhas” alguns indícios ou alguma matéria de real interesse.
 
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Maquiavel, Eisenhower e os Negociantes de Guerras

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OTELO NA REVOLUÇÃO (1)

Colocar o MFA na liderança do processo revolucionário

A facção do MFA liderada por Otelo teve um momento de particular evidência na sequência da realização da Assembleia do MFA de 26 de Maio de 1975. Num breve contacto com a imprensa, à entrada para o Centro de Sociologia Militar, Otelo mostrar-se-ia agastado com as lutas partidárias, prestando declarações que foram percepcionadas como uma espécie de ultimatum do COPCON.

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OTELO NA REVOLUÇÃO (2)

A visita a Cuba e a desestabilização no Regimento de Comandos

O mês de Julho de 1975 caminhava para o fim e os jornais anunciavam os últimos retoques na crise que se vivia. Entretanto, estava em curso uma tentativa do PCP para tornar a figura de Otelo Saraiva de Carvalho mais colaborante com os objectivos do partido. Para tal, lograram convencer o regime de Havana a convidar o general português para uma visita a Cuba. Poucas horas depois do regresso a Lisboa, Otelo tem de lidar com uma tentativa de saneamento do comandante e outros oficiais do Regimento de Comandos da Amadora.

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OTELO NA REVOLUÇÃO (3)

O Documento do COPCON e a representatividade de Otelo

Não pretendendo dar apoio ao Documento dos Nove, um conjunto de militares hierarquicamente próximos do COPCON e do general Otelo resolve apresentar, em 13 de Agosto, um documento de reflexão que designaram por “Proposta de Trabalho para um Programa Político”, e que era, explicitamente, uma réplica ao Documento dos Nove e uma demarcação clara da acção do PCP. O documento seria, mais tarde, rebaptizado como Documento do COPCON.

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OTELO NA REVOLUÇÃO (4)

Poderia ter sido um Fidel Castro da Europa

Otelo começa a sentir que já não é aceite de forma indiscutível nos sectores mais revolucionários da sociedade portuguesa. A conferência de imprensa que profere no Palácio Foz, em 29 de Setembro de 1975, é, apenas, o corolário de um período de dúvidas e de difícil afirmação, durante o qual oscila, constantemente, entre o apoio e a oposição ao governo do almirante Pinheiro de Azevedo.

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OTELO NA REVOLUÇÃO (5)

Dúvidas cada vez maiores

Para finalizar, mais algumas afirmações de profunda análise interior, a poucos dias do 25 de Novembro, das quais destaco:

No meio disto tudo, há sempre uma angústia muito grande, pelo menos em relação àquilo que eu penso. Tenho pensado sempre o seguinte: será que eu estou dentro da razão, que eu estou a pensar de uma forma correcta, que o socialismo que eu gostaria de ver construído é realmente o que é viável para este País, [ou] seja, o país real em que vivemos, o povo que nós temos? Ou será que eu estarei enganado, profundamente enganado em todo este processo e serão os outros que têm razão? Esta, sempre, a dúvida consciente que eu ponho a mim próprio.

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JULHO DE 1975 – FRACTURAS NA FRENTE REVOLUCIONÁRIA

Os resultados das eleições para a Assembleia Constituinte, dando ao Partido Socialista a posição de força política mais votada, proporcionaram uma maior percepção da incompatibilidade de concorrerem, em simultâneo, dois processos distintos para o pós-25 de Abril: uma via democrática, assente em eleições, e uma via revolucionária, tendencialmente guiada por uma vanguarda. Fortalecido pela sua vantagem eleitoral, o PS, em 10 de Julho de 1975, abandona o Governo, invocando a circunstância de o jornal República ter voltado a publicar-se com a direcção designada pela comissão de trabalhadores.

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VASCO PULIDO VALENTE – UMA LONGA VIAGEM

Da autoria de João Céu e Silva, foi recentemente publicada a obra Uma longa viagem com Vasco Pulido Valente, que constitui o registo de múltiplas sessões de entrevista do historiador e político com o autor da obra. A intensa vida política, académica e jornalística de Vasco Pulido Valente, recheada de experiências directas com figuras de topo da sociedade portuguesa, permitiu ao entrevistador a redacção de uma memória histórica de inegável interesse, cuja percepção não dispensa a lembrança do invulgar perfil do entrevistado, entretanto falecido (Fevereiro de 2020), nem as imperfeições, por vezes gritantes, das suas tiradas, sobretudo quando ousa falar sobre o que não conhece.

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1939 – NO LIMIAR DA GUERRA

 Winston Churchill

O Verão avançava e os preparativos de guerra prosseguiam de um extremo ao outro da Europa; a atitude dos diplomatas, os discursos dos políticos e as vozes da humanidade, contavam, em cada dia, um pouco menos. Os movimentos dos exércitos alemães pareciam pressagiar uma regulação pela força do conflito com a Polónia por causa de Dantzig, prelúdio de um ataque contra a própria Polónia. Em 10 de Junho, o primeiro-ministro Chamberlain expressou os seus receios perante o Parlamento e reafirmou a intenção de defender a Polónia, no caso de ameaça à sua independência.

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FRANCO CHARAIS AFASTA-SE DE MELO ANTUNES

A crítica do general Charais ao meu livro 25 de ABRIL – Do golpe militar à revolução na forma tentada, recentemente publicada na revista Referencial, é produzida através de um extenso artigo, durante o qual faz diversas afirmações historicamente correctas, nomeadamente sobre temas de natureza ideológica, social e económica, que eu entendi não referir no meu livro por já terem sido tratados noutras obras. Mas fornece um elemento novo: a argumentação do general Charais configura, nalguns trechos, uma patente dissonância com o pensamento de Melo Antunes, líder político do Grupo dos Nove, a que o general pertenceu em 1975.

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1956/57 – CARTAS DE PARIS PARA SALAZAR

Com a guerra na Argélia a decorrer, Marcello Mathias, embaixador de Portugal em França, corresponde-se com Salazar e dá-lhe as suas impressões acerca do que julga ser a duvidosa capacidade dos franceses para conduzir eficazmente a resistência às acções dos independentistas. Um tema que nos transporta para situações que iriam repetir-se, em Portugal, poucos anos depois.

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A CONCORDATA COM O VATICANO

Trata-se do capítulo XIII da obra Autobiografia de Mussolini, embora não faça parte da edição original, publicada em 1928, em data anterior, portanto, à assinatura da Concordata (Fevereiro de 1929). Na edição de 1939, foram feitos acrescentos especialmente autorizados “por acordo e aprovação de O DUCE”, de que este capítulo faz parte. Não se conhecendo o autor, o texto recorda-nos como havia nascido a Questão Romana, após 20 de Setembro de 1876, data em que as tropas italianas entraram na cidade que se tornaria capital do Reino de Itália. Roma votou a favor da anexação e o Papa declarou-se prisioneiro de guerra, no Vaticano. Só em 1929 se concluiria o acordo entre a monarquia italiana e o Vaticano.

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DAS ALTERNATIVAS AO COLONIALISMO

Na sessão solene evocativa do 47.º aniversário do 25 de Abril, realizada na Assembleia da República, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa proferiu um discurso notável no qual, aproveitando igualmente a recente passagem do 60.º aniversário do início da guerra em Angola, entendeu discorrer sobre o nosso passado colonial e sobre a memória que devemos reter desse tempo. O historiador Manuel Loff (Público de 27/04) replicaria: Quando Marcelo nos pede para não “[exigir] aos que viveram esse passado que pudessem antecipar valores (...) agora tidos por evidentes, intemporais e universais”, persiste num dos mais velhos erros metodológicos da leitura reaccionária do passado: o de inventar um tempo em que os valores dominantes seriam tão consensuais que nenhuns outros teriam sido enunciados. Em todas as épocas os valores dominantes tiveram alternativas”. Que alternativas?

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1955 – NOTAS DA CONFERÊNCIA DE BANDUNG

Em Abril de 1955, uma década depois de iniciado o processo de descolonização subsequente ao final da 2.ª Guerra Mundial, vinte e nove nações independentes e livres da Ásia e da África iam encontrar-se em Bandung, na Indonésia, para discutir “racismo e colonialismo”. No contexto desse cenário político inovador, um novelista norte-americano de raça negra, Richard Wright (1908-1960), conhecido lutador contra o racismo no seu próprio país, entusiasmou-se com o anúncio da conferência e preparou-se para viajar até à Indonésia, procurando viver e entender o significado do histórico encontro, cujas impressões haveria posteriormente de registar em The Color Curtain.

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1939 – DO ‘PACTO DE AÇO’ À APROXIMAÇÃO GERMANO-SOVIÉTICA

Winston Churchill

Aos esforços tentados pelas potências ocidentais para criar uma linha de defesa contra ela, a Alemanha respondia do mesmo modo. No início de Maio, eram estabelecidas negociações com a Italia, em Como, entre Ribbentrop e Ciano, as quais se concluíram, de uma forma oficial e pública, pelo tratado conhecido por “Pacto de Aço”, que seria assinado, em Berlim, em 22 de Maio. Esta resposta parecia constituir um desafio ao débil conjunto de garantias britânicas formuladas relativamente à Europa Oriental.

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NO BICENTENÁRIO DA MORTE DE NAPOLEÃO BONAPARTE

Napoleão Bonaparte faleceu, no exílio da ilha de Santa Helena, em 5 de Maio de 1821. Para assinalar a passagem do segundo centenário da sua morte, compus um texto que recorda os momentos mais significativos da sua existência, desde o nascimento na Córsega até ao fim que o encontrou numa remota ilha do Atlântico Sul.

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O FUZILAMENTO DOS COMANDOS AFRICANOS NA GUINÉ-BISSAU

Quando, já depois do golpe militar de 25 de Abril de 1974, se chegou a acordo com o PAIGC para dar início à transferência de poderes resultante do reconhecimento da independência da Guiné, não tardou a perfilar-se perante os responsáveis portugueses a questão de possíveis represálias contra os guineenses que haviam servido Portugal, nomeadamente nas Forças Armadas. Estava ainda fresco o exemplo da Argélia, no seguimento dos acordos de Évian.

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Comandos africanos.pdf (69068)

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INTRODUÇÃO

O Fascismo era a sombra ou o filho monstruoso do Comunismo. Winston Churchill

Caporetto e Petrogrado

No final de 1917, em plena 1.ª Guerra Mundial, dois acontecimentos, separados temporalmente por menos de uma semana e geograficamente por 2.000 km, iriam gerar as condições para o sucesso da Revolução Bolchevista e do movimento, igualmente revolucionário, que serviria de modelo ao processo de a combater - o fascismo.

O texto que se segue constitui a INTRODUÇÃO desta edição em português (Edições Sílabo), de que sou autor. A tradução da obra também é da minha autoria.

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Mussolini - Introdução.pdf (104406)

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GARIBALDI - GENERAL-DE-MAR-E-GUERRA

Acaba de sair este volume de Memórias Autobiográficas, de Giuseppe Garibaldi, que tive a honra de traduzir. O texto que se segue constitui a INTRODUÇÃO desta edição em português (Edições Sílabo), de que sou também autor.

Para ler o artigo, clicar em:

Introdução GG.pdf (180435)

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Para ler a recensão do general Vieira Borges na REVISTA MILITAR, clicar em:

https://www.revistamilitar.pt/artigo/802

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Recensão do Prof. Doutor Luís Alves de Fraga, publicada na Revista Militar
 

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Num sistema de governo parlamentar, seria eu a ter de abandonar funções. Mas no nosso sistema, é você que deve ir embora.
 
Presidente Kennedy para director da CIA, Allan Dulles, após o fiasco da Baía dos Porcos

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A verdadeira escola de 'comando' é a cultura geral.

Charles de Gaulle

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A guerra é a maneira que Deus arranjou para ensinar geografia aos americanos.

Ambrose Bierce

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A violência é a parteira da história.

Karl Marx

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Hipnotizada pelo puro combate ideológico [...] a revolução [de Abril] descurou em excesso o sentimento nacional, deixando à futura direita, após a cómoda hibernação que lhe ofereceu, a sua exaltada e frenética exploração. É verdade que os valores de "pátria", "patriotismo", "sentimento nacional", pelo seu teor afectivo, de cariz irracional, não costumam ser reivindicados pela esquerda. É um erro funesto. Nenhuma revolução triunfou com argumentos meramente ideológicos.

EDUARDO LOURENÇO, O Labirinto da Saudade

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Os homens nunca fazem nada de bem senão por necessidade.

Nicolau Maquiavel 

Discursos sobre a Primeira Década de Tito Lívio - L. I - Cap. III

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Um partido conservador não tem muitas hipóteses em Portugal, porque o nosso atraso é tal que a política a fazer é muito progressiva e muito progressista.

Francisco Sá Carneiro (1974)

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Existe um culto à ignorância alimentando a falsa noção de que a democracia significa que a minha ignorância é tão válida como o teu conhecimento.

Isaac Asimov

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O discurso do arrependimento do Ocidente é esclerosante. É preciso libertar-se dele e pensar para além da vitimização. [...] A pergunta que devemos colocar a nós próprios não é: porque sou mal acolhido; mas é: porque parto, porque deixo a minha terra?

Kamel Daoud, argelino, combatente por um islão iluminista

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Cada povo só o é por se conceber e viver justamente como destino. Isto é, simbolicamente, como se existisse desde sempre e tivesse consigo uma promessa de duração eterna.

EDUARDO LOURENÇO, Portugal como Destino

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Alguém mencionou que o Brasil se pareceria com a Itália entre guerras de Mussolini. Mas Mussolini era uma pessoa muito culta se comparada ao atual aqui (Bolsonaro). 

Fernando Henrique Cardoso - O Estado de S.Paulo, 12 de Maio de 2020

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Nenhuma mentira vive o suficiente para envelhecer 

Sófocles

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É verdade que, por vezes, os militares, exagerando da impotência relativa da inteligência, descuram servir-se dela.

Charles de Gaulle

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O meu erro não foi ter subestimado Hitler. O meu erro foi ter sobrestimado os alemães.

Klaus Mann

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Nunca interrompas o teu inimigo quando ele estiver a cometer um erro.

Napoleão Bonaparte

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As despesas militares eram um quebra‑cabeças. Nunca se conseguiu que o Ministério do Exército se submetesse à disciplina orçamental [...] Debalde eu determinara que não se excedesse com as despesas militares os 40% do orçamento geral do Estado: ia‑se até aos 45%, e o pior é que se tinha a consciência de uma péssima administração do Exército, pois na Marinha e na Força Aérea as previsões orçamentais eram respeitadas.

MARCELLO CAETANO, Depoimento, p. 97.

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O preço da grandeza é a responsabilidade.

Winston Churchill

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...do ponto de vista deles, nós éramos um entrave à revolução tal como eles a entendiam. Mas nós entendíamos que estávamos a fazer uma revolução em função do passado. E eles entendiam que nós éramos a contra-revolução em função da ideia que faziam do que seria a revolução. 

Ernesto Melo Antunes

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Numa Pompílio [2.º rei de Roma] ... encontrando um povo ferocíssimo e pretendendo conduzi-lo à obediência civil de forma pacífica, voltou-se para a religião como coisa de todo necessária para manter um clima de civilidade; e fê-lo de tal modo que, por muitos séculos, não houve, em parte nenhuma, tanto temor de Deus como naquela república...

MAQUIAVEL, Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio.

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Há uma Providência que protege os idiotas, os bêbados, as crianças e os Estados Unidos da América.

Otto von Bismarck

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Revolução é uma ideia que encontrou as suas baionetas.

Napoleão Bonaparte

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“Os portugueses sempre tiveram uma maneira muito sua de fazer as coisas. Mesmo aquele sangrento espetáculo ibérico, a tourada, adquire em Portugal uma característica especial, cavalheiresca, pois o touro nunca é morto. Na semana passada, um grupo estreitamente coordenado de oficiais do exército aplicou essa tradição civilizada a um ato muitas vezes violento: um golpe militar”. 

Newsweek - 6 de Maio de 1974

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Resultado de imagem

A Honra é a poesia do Dever.

Alfred de Vigny

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Estou absolutamente convencido de que a Espanha é o país mais forte do mundo. Século após século tenta destruir-se e não há maneira de o conseguir.

Otto von Bismark

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[No Vietname] combatemos uma guerra militar; os nossos opositores combateram uma guerra política. Procurámos o desgaste físico; os nossos opositores apontaram à nossa exaustão psicológica. Ao longo do processo, esquecemo-nos de uma das máximas principais da luta de guerrilha: a guerrilha vence desde que não perca; o exército convencional perde se não consegue vencer.

Henry Kissinger

The Viet Nam Negotiations, Foreign Affairs, Janeiro de 1969

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A impressão era sempre modificada à vista da bela e educada
juventude que me acompanhava, quase todos elementos citadinos
e cultos, pois é notório que, entre os corpos voluntários que
tive a honra de comandar em Itália, os camponeses sempre falharam,
graças aos reverendos ministros da mentira.
 
Giuseppe Garibaldi
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Israel, tendo atacado, apoderou-se, em 6 dias de combate, dos objectivos que pretendia alcançar. Presentemente, organiza, nesses territórios que tomou, a ocupação, que não pode resultar sem opressão, repressão e expulsão, e onde se manifesta, contra ele, uma resistência que, por seu turno, [Israel] apelidará de terrorismo.

Charles de Gaulle - Conferência de imprensa de 27-11-1967

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...de mil maneiras e por muitas razões, as conquistas são prejudiciais. Porque é muito fácil fazer conquistas sem aumentar a respectiva força, mas quem conquista império e, ao mesmo tempo, não aumenta a sua força, caminha para a ruína.

Maquiavel, Discursos sobre a Primeira Década de Tito Lívio

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Padre Antônio Vieira

Se servistes a Pátria, que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis, ela o que costuma.

Padre António Vieira

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