Bem-vindo ao nosso site de HISTÓRIA

Neste site, os visitantes encontrarão diversos textos por mim publicados, desde 1995, em jornais e revistas, ou, simplesmente, difundidos por e-mail para os meus amigos. Das obras publicadas, como autor ou como tradutor, conto apresentar alguns breves extractos criteriosamente seleccionados.

DAVID MARTELO

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Julho 1641 – CONSPIRAÇÃO CONTRA D. JOÃO IV

Tal como em 25 de Abril de 1974 não foi TODO o Exército que se revoltou para derrubar o Estado Novo, também em 1 de Dezembro de 1640 não foi TODA a Nobreza a revoltar-se contra Filipe IV de Castela. É certo que nos conjurados de 1640 se incluíam alguns jovens “capitães” e muitos deles eram “segundos filhos” de famílias relevantes na sociedade portuguesa. É de crer que, procurando bem, se poderiam encontrar outras semelhanças entre as motivações dos dois golpes, mas para o caso deste texto, importa justamente realçar uma diferença essencial: se em 25 de Abril de 1974 se buscava uma forma de alcançar a paz em África, a revolta de 1 de Dezembro de 1640 constituía o rastilho para uma inevitável guerra com Castela, de desfecho bem incerto.

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1914 – NO LIMIAR DA GUERRA, A GRÃ-BRETANHA HESITA

No limiar de uma crise sem precedentes, a Grã-Bretanha não sabia o que fazer, ou, para citar o feliz comentário de Donald Kagan, «não só os amigos e os inimigos da Grã-Bretanha não podiam ter a certeza do que os Britânicos fariam, até ao último minuto; os próprios Britânicos não sabiam».
 
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ALCIBÍADES E A EXPEDIÇÃO À SICÍLIA (415 a.C.)

Tucídides

A maior parte dos Atenienses que pediram para usar da palavra falaram a favor da expedição, mostrando-se contrários à anulação da votação anterior. Alguns, porém, manifestaram opinião oposta. No entanto, o mais inflamado apoiante da expedição foi, de longe, Alcibíades, filho de Clínias, o qual pretendeu contrariar Nícias, não só na qualidade de seu opositor político mas também por causa do ataque que ele lhe dirigira enquanto discursava.

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COVID 19 – ENCOBRIMENTOS E INDEMNIZAÇÕES DE “GUERRA”

Os serviços de informação estratégica, vulgarmente designados por “intelligence”, constituem um instrumento de primeira importância para as potências conduzirem a sua diplomacia, para anteciparem as ameaças e, quando adequado, para fazerem a transição da paz para a guerra. Não surpreende, por conseguinte, que uma superpotência como os EUA possua nada menos do que 17 agências dedicadas a essas tarefas.

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Julho de 1914

A MOBILIZAÇÃO DA RÚSSIA E AS INDECISÕES BRITÂNICAS

Apesar de ainda ter havido mais algumas trocas de telegramas entre os monarcas russo e alemão, Sazonov já estava convencido de que haveria uma guerra geral e de que, por conseguinte, havia que passar do projecto de mobilização parcial para a geral. A diligência da assinatura do decreto de mobilização geral pelo czar seria efectuada, em 29 de Julho, pelo chefe do Estado-Maior, general Ianushkevich.

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NÍCIAS E A EXPEDIÇÃO À SICÍLIA (415 a.C.)

Tucídides

Nícias – que havia sido escolhido para o comando da expedição contra sua vontade e que pensava que o estado fora mal aconselhado, porque, com a ajuda de um fraco e ilusório pretexto, se estava a almejar a conquista de toda a Sicília, um objectivo extremamente exigente – pediu a palavra, na esperança de poder dissuadir os Atenienses dessa empresa.

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SINGULARIDADES IMPUBLICÁVEIS DO ESTADO NOVO

CARTAS DE MARCELLO CAETANO PARA SALAZAR

Na passagem do 46.º aniversário do 25 de Abril, aqui deixo aos leitores d’A Bigorna, alguns trechos de cartas escritas por Marcello Caetano a Salazar, em diversos períodos do seu prolongado relacionamento. O último Presidente do Conselho do Estado Novo funcionou, muitas vezes, como denunciante de irregularidades perante o criador do regime. Irregularidades que existiam, que não eram poucas, mas que não vinham a público nem muito menos caíam nas malhas da Justiça.
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Cartas Caetano_Salazar.pdf (106848)

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Julho de 1914

NOVAS PERCEPÇÕES ALEMÃS

Na Alemanha, os dias 26 e 27 de Julho ficaram marcados pelo regresso a Berlim da maior parte dos chefes militares que se encontravam de férias, incluindo Moltke e Tirpitz. Guilherme II, contrariando as sugestões do Ministério dos Negócios Estrangeiros, que entendia poder ser alarmista o súbito regresso do monarca, também interrompeu o seu cruzeiro nórdico e, a 27, já se encontrava em Potsdam.

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Percepções_alemãs.pdf (84311)

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1938 – NO RESCALDO DE MUNIQUE

Winston Churchill

Em 30 de Setembro, a Checoslováquia curvou-se perante as decisões de Munique. “Desejava”, assim o afirmaram, “protestar solenemente perante o mundo, contra uma decisão que lhe havia sido imposta”. O presidente Benés apresentou a sua demissão, “porque a sua presença arriscava-se a constituir um obstáculo à evolução que devia seguir o novo Estado”.

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Rescaldo_Munique.pdf (512943)

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DA POSSE DE AMÉRICO TOMÁS À REVOLTA DA SÉ (1958-59)

Empossado o novo Presidente da República [almirante Américo Tomás], Salazar aproveita a ocasião para efectuar uma ampla remodelação no governo. Com a manifesta animosidade que o Exército lhe dedica, a saída de Santos Costa torna-se inevitável. 

Posse Tomás_Revolta Sé.pdf (45791)

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Julho de 1914

SÉRVIA RESPONDE AO ULTIMATO E GRÃ-BRETANHA HESITA

Em 25 de Julho, com o prazo de quarenta e oito horas a esgotar-se, o primeiro-ministro Pashitch deslocou-se pessoalmente à embaixada austro-húngara em Belgrado e entregou ao embaixador Giesl uma hábil resposta aos termos do ultimato, aceitando uma boa parte das exigências austríacas.

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Sérvia responde_GB hesita.pdf (54941)

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DA UTILIDADE DA CONQUISTA DA ÍNDIA

Luís Mendes de Vasconcelos

Extracto de “Diálogos do Sítio de Lisboa” (1608)

Nós temos dito que para a conservação da vida humana são necessários vestidos, comida e armas; e assim diremos que estas coisas conservam as Cidades e as Repúblicas, com mais as leis, justiça, e prudência, e enfim a virtude; das quais coisas agora não tratarei, porque pedem mais alta consideração que a prática presente. Digo agora que, se nós não alcançámos com a conquista da Índia todas estas coisas, com as quais se conservam as Repúblicas, que não foi útil a esta cidade.

Utilidade conq_Índia.pdf (83051)

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DA DISCIPLINA REVOLUCIONÁRIA (2)

Em 9 de Outubro, o deputado Mota Pinto, do PPD, face às diversas formas de oposição levadas a cabo pelo PCP, afirmaria que se impunha a saída do PCP do governo. Como réplica, o deputado comunista Jaime Serra declararia: É errado interpretar, como fazem alguns, a grande movimentação de soldados como um factor de caos e anarquia. O amplo e vigoroso movimento dos soldados é uma viva expressão da luta do povo trabalhador e uma afirmação de que, tal como no aparelho civil, a autoridade, a disciplina e a ordem nas Forças Armadas, só se pode alcançar retirando reaccionários de postos de comando e mantendo e reforçando o espírito revolucionário.

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Da_disciplina 2.pdf (87390)

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JULHO DE 1914

REACÇÕES AO ULTIMATO À SÉRVIA

Começavam a viver-se, então, um pouco por toda a Europa, horas de incomensurável tensão. Os altos funcionários, apanhados meio desprevenidos, com diversos titulares ausentes dos seus gabinetes, no estrangeiro ou em férias, sentiam a tremenda responsabilidade de ter de lidar com uma situação potencialmente geradora de uma conflagração generalizada.

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A PESTE DE ATENAS (430 a.C.)

Tucídides

Nos primeiros dias do Verão seguinte, os Espartanos e os seus aliados, com dois terços das suas forças, como da vez anterior, invadiram a Ática, sob o comando de Arquidamo, filho de Zêuxis, rei de Esparta, e começaram a pilhagem e a devastação do território. Poucos dias depois da sua chegada à Ática, a peste começou a manifestar-se no meio dos Atenienses. Diz-se que previamente havia aparecido em muitos lugares, na vizinhança de Lemnos e noutros sítios. Mas não havia memória de uma epidemia desta magnitude e com tão elevado grau de mortalidade. 

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Peste_Atenas.pdf (228083)

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DA DISCIPLINA REVOLUCIONÁRIA (1)

A Revolta Militar de 25 de Abril de 1974, sendo um acto de dupla insurreição – contra a hierarquia militar e contra o Estado Novo – inevitavelmente haveria de sofrer de problemas de disciplina, uns mais previsíveis do que outros. Um dos menos esperados foi, justamente, a invenção de uma “disciplina revolucionária”, a qual, na parte final do período revolucionário, se transformaria em instrumento político.

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Dadisciplina RVL 1_2.pdf (101961)

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JULHO DE 1914 – O ULTIMATO À SÉRVIA

O artigo relata as principais movimentações diplomáticas ocorridas entre o assassinato do arquiduque Francisco Fernando, em Sarajevo, e a apresentação do ultimato austro-húngaro ao reino da Sérvia.

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Ultimato_Sérvia.pdf (51667)

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DAS GUERRAS NACIONAIS

Antoine-Henri Jomini

As guerras nacionais, de que já fomos forçados a falar quando tratámos das guerras de invasão, são as mais temíveis de todas. Não podemos dar esta designação senão àquelas que se fazem contra uma população inteira ou, pelo menos, contra a maioria dessa população, animada de um nobre fervor pela sua independência. Nestas condições, cada passo é disputado através de um combate. O exército que penetra num país deste tipo só é senhor do terreno onde monta o seu bivaque.

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Das Guerras Nacionais.pdf (109890)

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25 DE ABRIL

DO GOLPE MILITAR À REVOLUÇÃO (E À CONTRA-REVOLUÇÃO)

Segundo Melo Antunes, ao referir-se ao 25 de Abril, “a maioria dos oficiais participou num golpe militar, num pronunciamento militar, sem saber que estava a desencadear uma revolução”. Esta frase traduz, com bastante rigor histórico, o sentimento que, na época, dominava o espírito dos oficiais revoltosos.

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25Abr_Revol_CRevol.pdf (90140)

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JULHO DE 1914 - O TRIÂNGULO VIENA – BERLIM – S. PETERSBURGO

Em 11 de Julho, Jagow aconselhou Viena, através do embaixador alemão, «a reunir suficientes provas de que existe na Sérvia uma agitação promovida pelo movimento da Grande Sérvia que faz perigar a Monarquia Dual, de modo que a opinião pública europeia possa ser convencida, tanto quanto possível, da justiça que assiste à causa da Áustria». 

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DAS INSTITUIÇÕES MILITARES

Antoine-Henri Jomini

Um governo que negligencia o seu exército, seja qual for o pretexto invocado, é, por conseguinte, um governo culpado perante a posteridade, uma vez que prepara humilhações às suas bandeiras e ao seu país, em vez de preparar sucessos mediante uma política contrária. 

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25 DE ABRIL – A REVOLUÇÃO QUE PROMETEU ELEIÇÕES

Nos textos de história que abordam os antecedentes do 25 de Abril, tem-se dado pouco relevo à circunstância de o Programa do MFA ser desconhecido dos capitães que arrancaram para a operação de derrube do regime. De facto, o derradeiro documento do MOFA (Movimento de Oficiais das Forças Armadas, designação que antecedeu a mais abrangente de Movimento das Forças Armadas) que teve distribuição geral foi aquele que foi apresentado e assinado na reunião de Cascais, em 5 de Março de 1974.

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JULHO DE 1914 – O CHEQUE EM BRANCO ALEMÃO

Em Viena, o governo não tardou a concluir que o assassinato do arquiduque Francisco Fernando, em Sarajevo, constituía uma excelente justificação para pôr fim às contemplações para com a Sérvia. O ministro dos Negócios Estrangeiros, conde Von Berchtold, e o Chefe do Estado-Maior Imperial, general Conrad von Hötzendorf, acharam, de imediato, que podiam imputar a responsabilidade do atentado ao governo de Belgrado e que se impunha uma expedição militar punitiva que acabasse de vez com o foco de agitação representado pela Sérvia.

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DE COMO OS HOMENS, EMBORA SE ENGANEM NAS QUESTÕES GERAIS, NÃO O FAZEM NAS PARTICULARES

Nicolau Maquiavel

Estando o Povo romano, como acima se disse, desgostoso da dignidade consular, e pretendendo que os homens plebeus também pudessem ser designados Cônsules ou que a autoridade destes fosse diminuída, a Nobreza, para não macular a autoridade consular, escolheu uma via intermédia, dizendo satisfazer-se com a criação de quatro Tribunos com competência consular, os quais pudessem ser, indistintamente, plebeus ou nobres.

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MFA – A necessidade de reencontrar um rumo

Ao findar o mês de Maio de 1975, as vicissitudes resultantes das eleições para a Assembleia Constituinte, a que se somaram os efeitos do Caso República, vieram criar nas cúpulas do MFA a percepção de que se estava a dissipar o apoio incondicional que o povo português lhe dedicara, a partir de Abril de 1974. 

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Das vicissitudes que levaram à criação em Roma dos Tribunos da Plebe, o que tornou a república mais perfeita

Nicolau Maquiavel

Como demonstram todos quantos discorrem sobre a actividade política – e como a história, com os seus exemplos, abundantemente nos recorda –, é necessário a quem estabelece a fundação de uma república e aí cria as leis sob que há-de reger-se pressupor que todos os homens são propensos ao mal e predispostos a, por sua iniciativa, usar a sua malignidade assim que lhes surja a oportunidade.

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RELÂMPAGO EM CÉU AZUL

Na Europa, o Verão de 1914 chegou numa atmosfera de distensão internacional. Em Maio, numa carta para o embaixador britânico em Berlim, escrevia o subsecretário dos Negócios Estrangeiros: «Verá, pelos documentos, que, presentemente, há muito poucas coisas de interesse a decorrer na Europa, e, se não fosse pelos problemas que se registam no México, estaríamos por cá numa completa tranquilidade.»

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MAQUIAVEL E A IDEIA DE REPÚBLICA

Uma questão prévia merece ser abordada, ainda que de modo abreviado: a de procurar desfazer a aparente contradição que faz do celebrado autor de uma obra intitulada O Príncipe um notável defensor do ideal republicano. É que não custa a perceber que, para quem tenha de Maquiavel um conhecimento superficial e tenha sido sensibilizado pelas censuras de tipo moral de que foi alvo, o escritor florentino seja mais depressa conotado com as monarquias absolutas do que com os regimes republicanos de base democrática. 

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1938 – A TRAGÉDIA DE MUNIQUE

3.ª Parte

Winston Churchill
Foram escritos diversos relatos desta memorável reunião, e não podemos, aqui, fazer mais do que registar alguns traços particulares. Não foi endereçado convite à Rússia. E, os próprios checos não foram admitidos nas reuniões. O governo checo tinha sido informado, com algumas palavras secas, na noite de 28, de que iria ter lugar no dia seguinte uma conferência com representantes das quatro potências europeias.
 
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PORTUGAL E OS ALIADOS – 1939-1945

A 1 de Setembro de 1939 a Alemanha invade a Polónia, iniciando-se a Segunda Guerra Mundial. A posição de Portugal relativamente ao conflito tomaria a forma da não-beligerância, sem fazer uma declaração formal de neutralidade, deixando ao governo português liberdade para agir de modo diverso se, no futuro, as condições políticas o aconselhassem. Simultaneamente, todavia, Salazar assumia as obrigações da aliança com a Grã-Bretanha, correndo o risco de fazer crer ao seu velho aliado que a neutralidade seria bastante colaborante.
 
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INTRODUÇÃO

O Fascismo era a sombra ou o filho monstruoso do Comunismo. Winston Churchill

Caporetto e Petrogrado

No final de 1917, em plena 1.ª Guerra Mundial, dois acontecimentos, separados temporalmente por menos de uma semana e geograficamente por 2.000 km, iriam gerar as condições para o sucesso da Revolução Bolchevista e do movimento, igualmente revolucionário, que serviria de modelo ao processo de a combater - o fascismo.

O texto que se segue constitui a INTRODUÇÃO desta edição em português (Edições Sílabo), de que sou autor. A tradução da obra também é da minha autoria.

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GARIBALDI - GENERAL-DE-MAR-E-GUERRA

Acaba de sair este volume de Memórias Autobiográficas, de Giuseppe Garibaldi, que tive a honra de traduzir. O texto que se segue constitui a INTRODUÇÃO desta edição em português (Edições Sílabo), de que sou também autor.

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Recensão do Prof. Doutor Luís Alves de Fraga, publicada na Revista Militar
 

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Quando o líder do Poder Executivo é reeligível, é o próprio Estado que intriga e corrompe. O desejo de ser reeleito domina todos os pensamentos do Presidente dos Estados Unidos.

ALEXIS DE TOCQUEVILLE, Da Democracia na América, Parte I, 8.

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Jair Bolsonaro esteve, este domingo (17Mai), num encontro com pessoas ligadas à Brigada Paraquedista do Exército, em  Brasília. Durante o encontro, o presidente brasileiro foi filmado a rezar e a fazer flexões com os participantes no encontro.

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Alguém mencionou que o Brasil se pareceria com a Itália entre guerras de Mussolini. Mas Mussolini era uma pessoa muito culta se comparada ao atual aqui (Bolsonaro). 

Fernando Henrique Cardoso - O Estado de S.Paulo, 12 de Maio de 2020

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Um país que mandou George Patton e Dwight Eisenhower esmagar os Nazis, combate agora uma guerra contra um mortífero vírus com Jared Kushner, um especulador imobiliário incompetente e falhado que detém um poder unicamente resultante de ser casado com a filha do presidente.

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Trump não é real, é um centurião do Astérix.

Luís Delgado, Visão, 24-04-2020
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Nenhuma mentira vive o suficiente para envelhecer 

Sófocles

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É verdade que, por vezes, os militares, exagerando da impotência relativa da inteligência, descuram servir-se dela.

Charles de Gaulle

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O meu erro não foi ter subestimado Hitler. O meu erro foi ter sobrestimado os alemães.

Klaus Mann

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Os homens nunca fazem nada de bem senão por necessidade.

Nicolau Maquiavel 

Discursos sobre a Primeira Década de Tito Lívio - L. I - Cap. III

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Nunca interrompas o teu inimigo quando ele estiver a cometer um erro.

Napoleão Bonaparte

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RESPONSABILIDADES PELO DESENCADEAR DA 1.ª GUERRA MUNDIAL

A Alemanha e a Áustria fizeram os gestos que tornaram a guerra possível; o Triplo Entendimento fizeram os que a tornavam provável.

Alfred Fabre-Luce

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As despesas militares eram um quebra‑cabeças. Nunca se conseguiu que o Ministério do Exército se submetesse à disciplina orçamental [...] Debalde eu determinara que não se excedesse com as despesas militares os 40% do orçamento geral do Estado: ia‑se até aos 45%, e o pior é que se tinha a consciência de uma péssima administração do Exército, pois na Marinha e na Força Aérea as previsões orçamentais eram respeitadas.

MARCELLO CAETANO, Depoimento, p. 97.

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O preço da grandeza é a responsabilidade.

Winston Churchill

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...do ponto de vista deles, nós éramos um entrave à revolução tal como eles a entendiam. Mas nós entendíamos que estávamos a fazer uma revolução em função do passado. E eles entendiam que nós éramos a contra-revolução em função da ideia que faziam do que seria a revolução. 

Ernesto Melo Antunes

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Numa Pompílio [2.º rei de Roma] ... encontrando um povo ferocíssimo e pretendendo conduzi-lo à obediência civil de forma pacífica, voltou-se para a religião como coisa de todo necessária para manter um clima de civilidade; e fê-lo de tal modo que, por muitos séculos, não houve, em parte nenhuma, tanto temor de Deus como naquela república...

MAQUIAVEL, Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio.

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Há uma Providência que protege os idiotas, os bêbados, as crianças e os Estados Unidos da América.

Otto von Bismarck

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Revolução é uma ideia que encontrou as suas baionetas.

Napoleão Bonaparte

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Centenas das fortunas americanas datam da Guerra Civil; milhares de novas fortunas datam da Guerra Mundial. Ninguém pode negar que a guerra é um negócio lucrativo para quem adora esse tipo de dinheiro. A guerra é tanto uma orgia de dinheiro como é uma orgia de sangue.

Henry Ford, My life and work, 1922

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“Os portugueses sempre tiveram uma maneira muito sua de fazer as coisas. Mesmo aquele sangrento espetáculo ibérico, a tourada, adquire em Portugal uma característica especial, cavalheiresca, pois o touro nunca é morto. Na semana passada, um grupo estreitamente coordenado de oficiais do exército aplicou essa tradição civilizada a um ato muitas vezes violento: um golpe militar”. 

Newsweek - 6 de Maio de 1974

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Resultado de imagem

A Honra é a poesia do Dever.

Alfred de Vigny

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Resultado de imagem para Kamel Daoud

O discurso do arrependimento do Ocidente é esclerosante. É preciso libertar-se dele e pensar para além da vitimização. [...] A pergunta que devemos colocar a nós próprios não é: porque sou mal acolhido; mas é: porque parto, porque deixo a minha terra?

Kamel Daoud, argelino, combatente por um islão iluminista

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Estou absolutamente convencido de que a Espanha é o país mais forte do mundo. Século após século tenta destruir-se e não há maneira de o conseguir.

Otto von Bismark

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[No Vietname] combatemos uma guerra militar; os nossos opositores combateram uma guerra política. Procurámos o desgaste físico; os nossos opositores apontaram à nossa exaustão psicológica. Ao longo do processo, esquecemo-nos de uma das máximas principais da luta de guerrilha: a guerrilha vence desde que não perca; o exército convencional perde se não consegue vencer.

Henry Kissinger

The Viet Nam Negotiations, Foreign Affairs, Janeiro de 1969

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A impressão era sempre modificada à vista da bela e educada
juventude que me acompanhava, quase todos elementos citadinos
e cultos, pois é notório que, entre os corpos voluntários que
tive a honra de comandar em Itália, os camponeses sempre falharam,
graças aos reverendos ministros da mentira.
 
Giuseppe Garibaldi
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Israel, tendo atacado, apoderou-se, em 6 dias de combate, dos objectivos que pretendia alcançar. Presentemente, organiza, nesses territórios que tomou, a ocupação, que não pode resultar sem opressão, repressão e expulsão, e onde se manifesta, contra ele, uma resistência que, por seu turno, [Israel] apelidará de terrorismo.

Charles de Gaulle - Conferência de imprensa de 27-11-1967

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...de mil maneiras e por muitas razões, as conquistas são prejudiciais. Porque é muito fácil fazer conquistas sem aumentar a respectiva força, mas quem conquista império e, ao mesmo tempo, não aumenta a sua força, caminha para a ruína.

Maquiavel, Discursos sobre a Primeira Década de Tito Lívio

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Padre Antônio Vieira

Se servistes a Pátria, que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis, ela o que costuma.

Padre António Vieira

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