Bem-vindo ao nosso site de HISTÓRIA

Neste site, os visitantes encontrarão diversos textos por mim publicados, desde 1995, em jornais e revistas, ou, simplesmente, difundidos por e-mail para os meus amigos. Das obras publicadas, como autor ou como tradutor, conto apresentar alguns breves extractos criteriosamente seleccionados.

DAVID MARTELO

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DA VITÓRIA, COMO BEM DE DUVIDOSA UTILIDADE

O filósofo alemão Georg Wilhelm Friedrich Hegel deixou-nos esta curiosa advertência: “A história ensina-nos que ninguém aprende com a história”. Os acontecimentos relacionados com a situação criada pela invasão da Ucrânia pelas tropas da Federação Russa estão a proporcionar um exemplo sonante da previsão de Hegel.

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DE GAULLE – UM OLHAR DA FRANÇA SOBRE A ALEMANHA

Quando, em 8 de Julho de 1962, o Presidente da França, general Charles de Gaulle, e o Chanceler alemão, Konrad Adenauer, se encontraram na catedral de Reims, para oficializar a reconciliação entre dois países ancestralmente inimigos, nascia um novo eixo da política europeia, responsável por grande parte da estabilidade continental das três décadas seguintes. Em 22 de Janeiro de 1963, seria assinado o Tratado do Eliseu, acordo que formalizaria essa intenção de cooperação.

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DO ARMISTÍCIO NA UCRÂNIA

A partir do clamoroso insucesso do Exército Russo às portas de Kiev e do falhanço das primeiras tentativas de negociações de paz, começou a consolidar-se – na Ucrânia e nos seus aliados – a ideia de que talvez fosse possível recuperar militarmente grande parte do território ocupado pelas tropas russas.

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1933-1941 – DAS OPÇÕES DOS COMUNISTAS FRANCESES

ENTRE A GUERRA E A PAZ

O Partido Comunista Francês (PCF) foi fundado em 1920. O cenário político europeu desse tempo apresentava, simultaneamente, a memória recente do final da Grande Guerra de 1914-18 e da Revolução Bolchevista na Rússia, iniciada em 1917. Nas preocupações do PCF, naturalmente inspirado pelas ideias revolucionárias que haviam triunfado na Rússia, encontrava-se a luta contra a sociedade capitalista e uma aposta forte na oposição a qualquer política externa que pudesse reconduzir a França a uma nova guerra. 

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1905 - A BATALHA DE TSUSHIMA

A batalha de Tsushima constitui o episódio final da Guerra Russo-Japonesa (1904-1905). Viria a ser a única batalha naval decisiva travada por esquadras de navios de aço modernos e a última em que a esquadra vencida se rendeu no alto-mar. O interesse da batalha fica acrescido com a circunstância de a esquadra russa ter, previamente, percorrido cerca de 18.000 milhas, desde o Báltico até próximo do Japão, e pela circunstância de, em tempos modernos, constituir a primeira vitória de um povo asiático sobre uma potência europeia.

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AGOSTO DE 1914 A ORIENTE

DO INÍCIO DA GUERRA À BATALHA DE TANNENBERG

O plano de guerra alemão, resultante dos ajustamentos que o general Moltke introduzira ao Plano Schlieffen, estipulava um período de seis semanas para a vitória a ocidente, utilizando sete oitavos do potencial de combate germânico. Com o restante oitavo, procuraria assegurar uma adequada contenção na frente oriental, tarefa que se antevia facilitada pela lentidão do sistema de mobilização russo.

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1941 – DA INVASÃO DA RÚSSIA PELA ALEMANHA E DO PACIFISMO QUANDO CONVÉM 

[Nós, britânicos] fomos deixados sozinhos durante um ano inteiro, enquanto cada comunista, na Inglaterra, deu o seu melhor para prejudicar o nosso esforço de guerra. Se tivéssemos sido invadidos e destruídos em Julho ou Agosto de 1940, ou vencidos pela fome devido à Batalha do Atlântico, eles [os soviéticos] teriam permanecido completamente indiferentes. Se tivessem agido quando os Balcãs foram atacados, muito mais teria sido conseguido, mas tudo permitiram para que Hitler pudesse escolher as suas oportunidades e os seus inimigos. Que um governo com este registo se permita acusar-nos de estarmos a tentar fazer conquistas em África ou a obter vantagens na Pérsia à sua custa, ou pretendendo “lutar até ao último soldado russo”, deixa-me bastante desalentado. (Winston Churchill)
 
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1991 – O PCP E A DESAGREGAÇÃO DA UNIÃO SOVIÉTICA

Os acontecimentos que, há 30 anos, levaram à desagregação da União Soviética produziram, igualmente, um verdadeiro sismo ideológico na maioria dos partidos comunistas de todo o mundo, muitos dos quais não lograram evitar a extinção ou a drástica redução da sua importância política. Nesse contexto, a sobrevivência, em Portugal, de um partido comunista ortodoxo constitui um dado relevante, que a história não deixará de assinalar. Mas o abalo sentido nas fileiras do Partido Comunista Português (PCP) foi grande e embaraçoso.

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DAS GUERRAS DE REPUTAÇÃO

Na sua famosa obra Compêndio da Arte da Guerra, Antoine-Henri Jomini lista no seu capítulo I – Da Política e da Guerra, o que considera serem os dez principais tipos de guerra. Todavia, os quase duzentos anos que nos separam da mais divulgada obra de Jomini consentem o atrevimento de conjecturar um novo tipo de guerra, eventualmente mais de acordo com as motivações que terão levado a Rússia a invadir o seu vizinho ucraniano.

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DA ENGENHOSA E FIDALGA IDEIA DE NÃO HUMILHAR O AGRESSOR

No Outono de 2021, ao iniciar-se a parte essencialmente militar da crise que oporia a Rússia à Ucrânia, a diplomacia ocidental (OTAN+EU+Reino Unido) pretendeu fazer crer que, em caso de invasão, daria ao país invadido um grande apoio. Foram preparadas diversas sanções económicas e financeiras e os EUA foi mesmo ao ponto de informar o governo de Moscovo de que forneceria armas ao governo de Kiev, de modo a que este pudesse defender-se da prevista agressão.

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1939 – DOS ANSEIOS DE PAZ DE ADOLF HITLER

A 6 de Outubro de 1939, cinco dias depois de concluída a campanha da Polónia, Adolf Hitler pronunciou, perante os deputados do Reichstag, um discurso em que fazia convergir um claro sentimento de vitória com a magnanimidade de uma oferta de paz. 

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DO GOLPE-DE-MÃO ESTRATÉGICO E OUTROS ENIGMAS

Com um intervalo de uma semana, tive a oportunidade de ler dois artigos que, apesar das notórias divergências de intenções dos seus autores, convergem num relato sobre as elevadas capacidades dos EUA no plano da obtenção de informação estratégica e da manobra política que, no caso do conflito Ucrânia-Rússia, lograram fazer, antes e depois do início da invasão. Um do articulista David Ignatius, publicado no Washington Post, e outro do major-general Carlos Branco, publicado no Jornal Económico.

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DA GUERRA, NA SUA FÓRMULA 2022

A guerra, na sua Fórmula 2022, trouxe-nos um cenário bem invulgar. Tratando-se, obviamente, de uma confrontação entre o Ocidente e a Rússia, o dito Ocidente – União Europeia, OTAN, EUA e alguns países europeus até há pouco neutrais (Suécia e Finlândia) – apressou-se a declarar, ainda antes de 24 de Fevereiro de 2022, a sua não-beligerância, embora dispostos a fornecer à Ucrânia diverso material de guerra. Sucessivamente, para demonstrar a sua condenação da agressão russa à Ucrânia, o Ocidente aplicou à Rússia uma série de pacotes de sanções económicas e financeiras. E, concomitantemente, vários dos países integrantes desse bloco – com destaque para a Alemanha – continuaram clientes do gás e do petróleo da Rússia, fornecendo-lhe diariamente cerca de mil milhões de euros de receita.

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DO MODELO DE CULPABILIZAÇÃO DOS INVADIDOS – EUROPA 1939-2022

Pela primeira vez depois de 1945, a Europa voltou a ver um Estado a invadir outro, reivindicando pela força das armas um ajustamento de fronteiras e a protecção de minorias alegadamente ameaçadas. Embora tenham surgido, depois de 24-02-2022, opiniões que recusam como exageradas e insensatas as comparações entre Hitler e Putin, não há como não reconhecer que as semelhanças existem e devem ser tidas em conta, olhando para Hitler como ele era avaliado antes da guerra e no seu início, e não com o conhecimento que dele se teve após a derrota da Alemanha. 

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INVASÕES

HUNGRIA 1956 / CHECOSLOVÁQUIA 1968

Assim que o final da 2.ª Guerra Mundial permitiu o retorno à actividade política, a organização do poder civil nos países europeus sob dominação soviética não assumiu imediatamente a forma de repúblicas de partido único, ao estilo da URSS. Na Hungria, as eleições de Novembro de 1945 realizaram-se, ainda, de forma livre, tendo os eleitores privilegiado os antigos partidos – Liberais, Sociais-Democratas e diversos partidos agrários –, deixando o Partido Comunista Húngaro com uma modesta percentagem dos votos.

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DA UTILIDADE DA DISSUASÃO

Para os estudiosos de História Militar, o conflito russo-ucraniano, em curso desde 24 de Fevereiro de 2022, tem apresentado, desde os seus primórdios, um conjunto de características de que quase não havia notícia em guerras anteriores.

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22 DE JUNHO DE 1941

A ALEMANHA NAZI INVADE A RÚSSIA

DISCURSO DE CHURCHILL

Neste texto, Winston Churchill recorda os momentos que antecederam o início da invasão da Rússia, em Junho de 1941, e os termos em que, através da BBC, se dirigiu aos britânicos, horas depois de se confirmar o começo da ofensiva nazi.
 
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NICOLAU MAQUIAVEL

Nascido em Florença, em 3 de Maio de 1469, filho de um advogado sem linhagem aristocrática nem fortuna que o notabilizasse, Nicolau Maquiavel esteve, também ele, prestes a concluir a licenciatura em Leis, o que não chegou a fazer, por ter trocado os estudos pela política activa. Em 14 de Julho de 1498, com apenas 29 anos, foi nomeado Secretário da Segunda Chancelaria da República de Florença. Era um cargo onde se tratavam, em natural convergência, os negócios da Defesa, do Interior e da Diplomacia, e que ocupou, ininterruptamente, até ao final da sua vida política.

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INTRODUÇÃO

O Fascismo era a sombra ou o filho monstruoso do Comunismo. Winston Churchill

Caporetto e Petrogrado

No final de 1917, em plena 1.ª Guerra Mundial, dois acontecimentos, separados temporalmente por menos de uma semana e geograficamente por 2.000 km, iriam gerar as condições para o sucesso da Revolução Bolchevista e do movimento, igualmente revolucionário, que serviria de modelo ao processo de a combater - o fascismo.

O texto que se segue constitui a INTRODUÇÃO desta edição em português (Edições Sílabo), de que sou autor. A tradução da obra também é da minha autoria.

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Mussolini - Introdução.pdf (104406)

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GARIBALDI - GENERAL-DE-MAR-E-GUERRA

Acaba de sair este volume de Memórias Autobiográficas, de Giuseppe Garibaldi, que tive a honra de traduzir. O texto que se segue constitui a INTRODUÇÃO desta edição em português (Edições Sílabo), de que sou também autor.

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Introdução GG.pdf (180435)

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Para ler a recensão do general Vieira Borges na REVISTA MILITAR, clicar em:

https://www.revistamilitar.pt/artigo/802

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Recensão do Prof. Doutor Luís Alves de Fraga, publicada na Revista Militar
 

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google8c5bec4ff9778e99.html (53 B)

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Não acreditem naqueles que procuram meter-vos medo com a Rússia e que proclamam que outras regiões se seguirão, depois da Crimeia...Não precisamos disso.

Vladimir Putin, Março de 2014, após declaração de anexação da Crimeia

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Quanto mais irracional uma sociedade, mais ela torna secundária a função de seus historiadores.

John Bagnell Bury 

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A melhor defesa imediata dos EUA está no sucesso da Grã-Bretanha a defender-se a si própria

Franklin D. Roosevelt

(Explicando, em 1940, antes de os EUA entrarem na 2.ª Guerra Mundial, por que razão apoiava fortemente o Reino Unido contra Hitler)

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Mas uma vez que a guerra nos é imposta, não há outra alternativa senão aplicar todos os meios disponíveis para a levar a um rápido fim. O fundamental objectivo da guerra é a vitória, não uma prolongada indecisão. Na guerra, não há substituto para a vitória. 

General Douglas MacArthur (Old soldiers never die...)

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O medo é o tipo de exaltação que mais enfraquece a razão.

Cardeal de Retz

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A verdadeira escola de 'comando' é a cultura geral.

Charles de Gaulle

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A guerra é a maneira que Deus arranjou para ensinar geografia aos americanos.

Ambrose Bierce

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Nunca interrompas o teu inimigo quando ele estiver a cometer um erro.

Napoleão Bonaparte

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A violência é a parteira da história.

Karl Marx

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Hipnotizada pelo puro combate ideológico [...] a revolução [de Abril] descurou em excesso o sentimento nacional, deixando à futura direita, após a cómoda hibernação que lhe ofereceu, a sua exaltada e frenética exploração. É verdade que os valores de "pátria", "patriotismo", "sentimento nacional", pelo seu teor afectivo, de cariz irracional, não costumam ser reivindicados pela esquerda. É um erro funesto. Nenhuma revolução triunfou com argumentos meramente ideológicos.

EDUARDO LOURENÇO, O Labirinto da Saudade

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Os homens nunca fazem nada de bem senão por necessidade.

Nicolau Maquiavel 

Discursos sobre a Primeira Década de Tito Lívio - L. I - Cap. III

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Um partido conservador não tem muitas hipóteses em Portugal, porque o nosso atraso é tal que a política a fazer é muito progressiva e muito progressista.

Francisco Sá Carneiro (1974)

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O discurso do arrependimento do Ocidente é esclerosante. É preciso libertar-se dele e pensar para além da vitimização. [...] A pergunta que devemos colocar a nós próprios não é: porque sou mal acolhido; mas é: porque parto, porque deixo a minha terra?

Kamel Daoud, argelino, combatente por um islão iluminista

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Cada povo só o é por se conceber e viver justamente como destino. Isto é, simbolicamente, como se existisse desde sempre e tivesse consigo uma promessa de duração eterna.

EDUARDO LOURENÇO, Portugal como Destino

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Nenhuma mentira vive o suficiente para envelhecer 

Sófocles

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É verdade que, por vezes, os militares, exagerando da impotência relativa da inteligência, descuram servir-se dela.

Charles de Gaulle

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O meu erro não foi ter subestimado Hitler. O meu erro foi ter sobrestimado os alemães.

Klaus Mann

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As despesas militares eram um quebra‑cabeças. Nunca se conseguiu que o Ministério do Exército se submetesse à disciplina orçamental [...] Debalde eu determinara que não se excedesse com as despesas militares os 40% do orçamento geral do Estado: ia‑se até aos 45%, e o pior é que se tinha a consciência de uma péssima administração do Exército, pois na Marinha e na Força Aérea as previsões orçamentais eram respeitadas.

MARCELLO CAETANO, Depoimento, p. 97.

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O preço da grandeza é a responsabilidade.

Winston Churchill

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...do ponto de vista deles, nós éramos um entrave à revolução tal como eles a entendiam. Mas nós entendíamos que estávamos a fazer uma revolução em função do passado. E eles entendiam que nós éramos a contra-revolução em função da ideia que faziam do que seria a revolução. 

Ernesto Melo Antunes

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Numa Pompílio [2.º rei de Roma] ... encontrando um povo ferocíssimo e pretendendo conduzi-lo à obediência civil de forma pacífica, voltou-se para a religião como coisa de todo necessária para manter um clima de civilidade; e fê-lo de tal modo que, por muitos séculos, não houve, em parte nenhuma, tanto temor de Deus como naquela república...

MAQUIAVEL, Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio.

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Há uma Providência que protege os idiotas, os bêbados, as crianças e os Estados Unidos da América.

Otto von Bismarck

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Revolução é uma ideia que encontrou as suas baionetas.

Napoleão Bonaparte

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“Os portugueses sempre tiveram uma maneira muito sua de fazer as coisas. Mesmo aquele sangrento espetáculo ibérico, a tourada, adquire em Portugal uma característica especial, cavalheiresca, pois o touro nunca é morto. Na semana passada, um grupo estreitamente coordenado de oficiais do exército aplicou essa tradição civilizada a um ato muitas vezes violento: um golpe militar”. 

Newsweek - 6 de Maio de 1974

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Resultado de imagem

A Honra é a poesia do Dever.

Alfred de Vigny

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Estou absolutamente convencido de que a Espanha é o país mais forte do mundo. Século após século tenta destruir-se e não há maneira de o conseguir.

Otto von Bismark

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[No Vietname] combatemos uma guerra militar; os nossos opositores combateram uma guerra política. Procurámos o desgaste físico; os nossos opositores apontaram à nossa exaustão psicológica. Ao longo do processo, esquecemo-nos de uma das máximas principais da luta de guerrilha: a guerrilha vence desde que não perca; o exército convencional perde se não consegue vencer.

Henry Kissinger

The Viet Nam Negotiations, Foreign Affairs, Janeiro de 1969

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A impressão era sempre modificada à vista da bela e educada
juventude que me acompanhava, quase todos elementos citadinos
e cultos, pois é notório que, entre os corpos voluntários que
tive a honra de comandar em Itália, os camponeses sempre falharam,
graças aos reverendos ministros da mentira.
 
Giuseppe Garibaldi
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Israel, tendo atacado, apoderou-se, em 6 dias de combate, dos objectivos que pretendia alcançar. Presentemente, organiza, nesses territórios que tomou, a ocupação, que não pode resultar sem opressão, repressão e expulsão, e onde se manifesta, contra ele, uma resistência que, por seu turno, [Israel] apelidará de terrorismo.

Charles de Gaulle - Conferência de imprensa de 27-11-1967

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...de mil maneiras e por muitas razões, as conquistas são prejudiciais. Porque é muito fácil fazer conquistas sem aumentar a respectiva força, mas quem conquista império e, ao mesmo tempo, não aumenta a sua força, caminha para a ruína.

Maquiavel, Discursos sobre a Primeira Década de Tito Lívio

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Padre Antônio Vieira

Se servistes a Pátria, que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis, ela o que costuma.

Padre António Vieira

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