Bem-vindo ao nosso site de HISTÓRIA

Neste site, os visitantes encontrarão diversos textos por mim publicados, desde 1995, em jornais e revistas, ou, simplesmente, difundidos por e-mail para os meus amigos. Das obras publicadas, como autor ou como tradutor, conto apresentar alguns breves extractos criteriosamente seleccionados.

DAVID MARTELO

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O FUTURO SOMBRIO DA GRANDE GUERRA

Na última década, diversos analistas, civis e militares, têm procurado chamar a atenção para a atitude dos EUA e da NATO face a um possível conflito de alta intensidade que representa um salto para o desconhecido, no qual se tem de vencer um vão de três quartos de século de ausência deste tipo de confrontos. A tensão crescente entre os EUA e a China, agora no seu papel de principais potências militares do planeta, propicia algumas considerações e a exposição de pertinentes dúvidas.

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1962 – ÚLTIMAS SEMANAS DA DOMINAÇÃO FRANCESA NA ARGÉLIA

Com a infausta retirada do Afeganistão dos EUA e da NATO ainda fresca na nossa memória, talvez seja oportuno recordar as vicissitudes ocorridas na Argélia durante as derradeiras semanas da dominação francesa. O leitor poderá identificar as semelhanças e as diferenças com os recentes acontecimentos no Afeganistão, e com o final de outras guerras prolongadas em que Portugal esteve envolvido.

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DOS EXÉRCITOS ALIADOS, MISTOS E PRÓPRIOS

Nicolau Maquiavel

Os exércitos aliados, que são o outro tipo de exércitos inúteis, são os que resultam de um pedido de auxílio a outro país para que, com as suas tropas, venha ajudar à vossa defesa, como fez, ainda há pouco tempo, o papa Júlio II, o qual, tendo constatado, na campanha contra Ferrara, a triste figura feita pelas suas tropas mercenárias, resolveu recorrer a forças aliadas, acordando com Fernando, rei de Espanha, a ajuda do seu exército. O empenhamento destes exércitos, nestas condições, pode ser útil e proveitoso para eles próprios, mas são, para quem os chama, quase sempre prejudiciais.

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AFEGANISTÃO – A RETIRADA DA GUERRA

Doutrinariamente, a execução de uma manobra de retirada é uma operação de alto risco em que a força que a executa pretende evitar o combate em condições que, ocasionalmente, considera desfavoráveis. Por definição, só há lugar a “retirada” quando a força já não está “em contacto” com o inimigo. Se está “em contacto” e, mesmo assim, pretende afastar-se do inimigo, tem de, primeiramente, conduzir outra operação de elevadíssimo risco, designada por “rotura de combate”, a qual pode ser feita “com” ou “sem” pressão do opositor.

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DE NOVO “A GRANDE ILUSÃO”

A Guerra de 2034

Em 1910, surgiu a obra A Grande Ilusão, do britânico Norman Angell, o qual argumentava que a rivalidade no capítulo dos armamentos, em curso na Europa, «especialmente a que se desenvolve entre a Inglaterra e a Alemanha – não pode continuar indefinidamente». Numa obra posterior,  respondendo a Winston Churchill, que o criticara por, segundo ele, ter escrito que o perigo da guerra se tornara uma ilusão, replicou que «não era o risco de uma guerra que se tornara uma ilusão, mas sim a ideia de que daí decorria algum benefício.» Em Março do corrente ano, saiu 2034 – A novel of the next world war, dos americanos Elliot Ackerman e James Stavridis. O facto de Ackerman ter cumprido, como marine, 4 comissões no Iraque e no Afeganistão, e de ter trabalhado para a CIA, acrescido da circunstância de Stavridis ser almirante da Marinha dos EUA e ex-Comandante Supremo Aliado na Europa, fez-me admitir que, no meio das fantasias que uma obra deste género sempre comporta, poderia vislumbrar “nas entrelinhas” alguns indícios ou alguma matéria de real interesse.
 
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Maquiavel, Eisenhower e os Negociantes de Guerras

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OTELO NA REVOLUÇÃO (1)

Colocar o MFA na liderança do processo revolucionário

A facção do MFA liderada por Otelo teve um momento de particular evidência na sequência da realização da Assembleia do MFA de 26 de Maio de 1975. Num breve contacto com a imprensa, à entrada para o Centro de Sociologia Militar, Otelo mostrar-se-ia agastado com as lutas partidárias, prestando declarações que foram percepcionadas como uma espécie de ultimatum do COPCON.

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OTELO NA REVOLUÇÃO (2)

A visita a Cuba e a desestabilização no Regimento de Comandos

O mês de Julho de 1975 caminhava para o fim e os jornais anunciavam os últimos retoques na crise que se vivia. Entretanto, estava em curso uma tentativa do PCP para tornar a figura de Otelo Saraiva de Carvalho mais colaborante com os objectivos do partido. Para tal, lograram convencer o regime de Havana a convidar o general português para uma visita a Cuba. Poucas horas depois do regresso a Lisboa, Otelo tem de lidar com uma tentativa de saneamento do comandante e outros oficiais do Regimento de Comandos da Amadora.

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OTELO NA REVOLUÇÃO (3)

O Documento do COPCON e a representatividade de Otelo

Não pretendendo dar apoio ao Documento dos Nove, um conjunto de militares hierarquicamente próximos do COPCON e do general Otelo resolve apresentar, em 13 de Agosto, um documento de reflexão que designaram por “Proposta de Trabalho para um Programa Político”, e que era, explicitamente, uma réplica ao Documento dos Nove e uma demarcação clara da acção do PCP. O documento seria, mais tarde, rebaptizado como Documento do COPCON.

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OTELO NA REVOLUÇÃO (4)

Poderia ter sido um Fidel Castro da Europa

Otelo começa a sentir que já não é aceite de forma indiscutível nos sectores mais revolucionários da sociedade portuguesa. A conferência de imprensa que profere no Palácio Foz, em 29 de Setembro de 1975, é, apenas, o corolário de um período de dúvidas e de difícil afirmação, durante o qual oscila, constantemente, entre o apoio e a oposição ao governo do almirante Pinheiro de Azevedo.

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OTELO NA REVOLUÇÃO (5)

Dúvidas cada vez maiores

Para finalizar, mais algumas afirmações de profunda análise interior, a poucos dias do 25 de Novembro, das quais destaco:

No meio disto tudo, há sempre uma angústia muito grande, pelo menos em relação àquilo que eu penso. Tenho pensado sempre o seguinte: será que eu estou dentro da razão, que eu estou a pensar de uma forma correcta, que o socialismo que eu gostaria de ver construído é realmente o que é viável para este País, [ou] seja, o país real em que vivemos, o povo que nós temos? Ou será que eu estarei enganado, profundamente enganado em todo este processo e serão os outros que têm razão? Esta, sempre, a dúvida consciente que eu ponho a mim próprio.

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JULHO DE 1975 – FRACTURAS NA FRENTE REVOLUCIONÁRIA

Os resultados das eleições para a Assembleia Constituinte, dando ao Partido Socialista a posição de força política mais votada, proporcionaram uma maior percepção da incompatibilidade de concorrerem, em simultâneo, dois processos distintos para o pós-25 de Abril: uma via democrática, assente em eleições, e uma via revolucionária, tendencialmente guiada por uma vanguarda. Fortalecido pela sua vantagem eleitoral, o PS, em 10 de Julho de 1975, abandona o Governo, invocando a circunstância de o jornal República ter voltado a publicar-se com a direcção designada pela comissão de trabalhadores.

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VASCO PULIDO VALENTE – UMA LONGA VIAGEM

Da autoria de João Céu e Silva, foi recentemente publicada a obra Uma longa viagem com Vasco Pulido Valente, que constitui o registo de múltiplas sessões de entrevista do historiador e político com o autor da obra. A intensa vida política, académica e jornalística de Vasco Pulido Valente, recheada de experiências directas com figuras de topo da sociedade portuguesa, permitiu ao entrevistador a redacção de uma memória histórica de inegável interesse, cuja percepção não dispensa a lembrança do invulgar perfil do entrevistado, entretanto falecido (Fevereiro de 2020), nem as imperfeições, por vezes gritantes, das suas tiradas, sobretudo quando ousa falar sobre o que não conhece.

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1939 – NO LIMIAR DA GUERRA

 Winston Churchill

O Verão avançava e os preparativos de guerra prosseguiam de um extremo ao outro da Europa; a atitude dos diplomatas, os discursos dos políticos e as vozes da humanidade, contavam, em cada dia, um pouco menos. Os movimentos dos exércitos alemães pareciam pressagiar uma regulação pela força do conflito com a Polónia por causa de Dantzig, prelúdio de um ataque contra a própria Polónia. Em 10 de Junho, o primeiro-ministro Chamberlain expressou os seus receios perante o Parlamento e reafirmou a intenção de defender a Polónia, no caso de ameaça à sua independência.

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FRANCO CHARAIS AFASTA-SE DE MELO ANTUNES

A crítica do general Charais ao meu livro 25 de ABRIL – Do golpe militar à revolução na forma tentada, recentemente publicada na revista Referencial, é produzida através de um extenso artigo, durante o qual faz diversas afirmações historicamente correctas, nomeadamente sobre temas de natureza ideológica, social e económica, que eu entendi não referir no meu livro por já terem sido tratados noutras obras. Mas fornece um elemento novo: a argumentação do general Charais configura, nalguns trechos, uma patente dissonância com o pensamento de Melo Antunes, líder político do Grupo dos Nove, a que o general pertenceu em 1975.

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1956/57 – CARTAS DE PARIS PARA SALAZAR

Com a guerra na Argélia a decorrer, Marcello Mathias, embaixador de Portugal em França, corresponde-se com Salazar e dá-lhe as suas impressões acerca do que julga ser a duvidosa capacidade dos franceses para conduzir eficazmente a resistência às acções dos independentistas. Um tema que nos transporta para situações que iriam repetir-se, em Portugal, poucos anos depois.

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A CONCORDATA COM O VATICANO

Trata-se do capítulo XIII da obra Autobiografia de Mussolini, embora não faça parte da edição original, publicada em 1928, em data anterior, portanto, à assinatura da Concordata (Fevereiro de 1929). Na edição de 1939, foram feitos acrescentos especialmente autorizados “por acordo e aprovação de O DUCE”, de que este capítulo faz parte. Não se conhecendo o autor, o texto recorda-nos como havia nascido a Questão Romana, após 20 de Setembro de 1876, data em que as tropas italianas entraram na cidade que se tornaria capital do Reino de Itália. Roma votou a favor da anexação e o Papa declarou-se prisioneiro de guerra, no Vaticano. Só em 1929 se concluiria o acordo entre a monarquia italiana e o Vaticano.

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DAS ALTERNATIVAS AO COLONIALISMO

Na sessão solene evocativa do 47.º aniversário do 25 de Abril, realizada na Assembleia da República, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa proferiu um discurso notável no qual, aproveitando igualmente a recente passagem do 60.º aniversário do início da guerra em Angola, entendeu discorrer sobre o nosso passado colonial e sobre a memória que devemos reter desse tempo. O historiador Manuel Loff (Público de 27/04) replicaria: Quando Marcelo nos pede para não “[exigir] aos que viveram esse passado que pudessem antecipar valores (...) agora tidos por evidentes, intemporais e universais”, persiste num dos mais velhos erros metodológicos da leitura reaccionária do passado: o de inventar um tempo em que os valores dominantes seriam tão consensuais que nenhuns outros teriam sido enunciados. Em todas as épocas os valores dominantes tiveram alternativas”. Que alternativas?

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1955 – NOTAS DA CONFERÊNCIA DE BANDUNG

Em Abril de 1955, uma década depois de iniciado o processo de descolonização subsequente ao final da 2.ª Guerra Mundial, vinte e nove nações independentes e livres da Ásia e da África iam encontrar-se em Bandung, na Indonésia, para discutir “racismo e colonialismo”. No contexto desse cenário político inovador, um novelista norte-americano de raça negra, Richard Wright (1908-1960), conhecido lutador contra o racismo no seu próprio país, entusiasmou-se com o anúncio da conferência e preparou-se para viajar até à Indonésia, procurando viver e entender o significado do histórico encontro, cujas impressões haveria posteriormente de registar em The Color Curtain.

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1939 – DO ‘PACTO DE AÇO’ À APROXIMAÇÃO GERMANO-SOVIÉTICA

Winston Churchill

Aos esforços tentados pelas potências ocidentais para criar uma linha de defesa contra ela, a Alemanha respondia do mesmo modo. No início de Maio, eram estabelecidas negociações com a Italia, em Como, entre Ribbentrop e Ciano, as quais se concluíram, de uma forma oficial e pública, pelo tratado conhecido por “Pacto de Aço”, que seria assinado, em Berlim, em 22 de Maio. Esta resposta parecia constituir um desafio ao débil conjunto de garantias britânicas formuladas relativamente à Europa Oriental.

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NO BICENTENÁRIO DA MORTE DE NAPOLEÃO BONAPARTE

Napoleão Bonaparte faleceu, no exílio da ilha de Santa Helena, em 5 de Maio de 1821. Para assinalar a passagem do segundo centenário da sua morte, compus um texto que recorda os momentos mais significativos da sua existência, desde o nascimento na Córsega até ao fim que o encontrou numa remota ilha do Atlântico Sul.

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DESCOLONIZAÇÃO DE MOÇAMBIQUE PRIMEIROS  PASSOS

Em Moçambique, o ambiente dos primeiros dias de Maio de 1974 era de grande inquietação. Haviam-se registado incidentes violentos entre grupos de negros e colonos brancos, e, as acções da guerrilha nas proximidades da Beira iam-se sucedendo com preocupante frequência. Almeida Santos, na sua qualidade de ministro da Coordenação Interterritorial do I Governo Provisório, decidira deslocar-se ao território do Índico para contactos com as populações. No espírito da maioria dos presentes ainda pairava a ideia de que o processo de reformulação da política ultramarina portuguesa assentaria no projecto contido no livro Portugal e o Futuro, do general Spínola.

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O ESTADO FASCISTA E O FUTURO

Benito Mussolini

Neste trecho da sua Autobiografia, Mussolini aborda o futuro do Estado Fascista e a visão corporativista que se encontra a implementar. O texto é de 1928 e dá especial realce à aprovação da Carta do Trabalho (Carta del Lavoro), documento em que Salazar se inspiraria, alguns anos mais tarde, para a publicação do Estatuto do Trabalho Nacional.

Estado Fascista_futuro.pdf (133800)

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OS CAPITÃES DE ABRIL ENTRE AS BRUMAS DA MEMÓRIA

Sendo historicamente inquestionável que a principal motivação do golpe militar de 25 de Abril de 1974 foi a firme determinação de pôr termo à longa guerra que se travava em Angola, Guiné e Moçambique, constata-se que a memória que desse conflito é hoje expressa pelos ‘capitães de Abril’ ainda vivos não é uniforme. Cada um deles teve experiências diferentes durante a guerra e “circunstâncias” actuais que condicionam a sua forma de a recordar. Assim se explica, a meu ver, algum aparente desencontro de sensibilidades desencadeado no seguimento do falecimento do tenente-coronel Marcelino da Mata.

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COLONIALISMO, GUERRA COLONIAL E A NOVA SANHA INQUISITORIAL

Neste último mês de Fevereiro, teve lugar nos media um inflamado debate sobre a nossa memória colonial e de repúdio do colonialismo, quase sempre por iniciativa de personalidades que se consideram progressistas e ‘de esquerda’. Seguiram-se as réplicas dos seus émulos ‘de direita’ e, com alguma paciência e de forma mais recatada, as daqueles que procuram respeitar a verdade histórica e o sentido cultural de nação. No caso em apreço, a nem sempre serena ofensiva anticolonialista aproveitou-se do falecimento do tenente-coronel Marcelino da Mata e das homenagens fúnebres que lhe foram conferidas para verberar, uma vez mais, a memória da guerra colonial. 

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Colonialismo_GColonial.pdf (2668981)

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O FUZILAMENTO DOS COMANDOS AFRICANOS NA GUINÉ-BISSAU

Quando, já depois do golpe militar de 25 de Abril de 1974, se chegou a acordo com o PAIGC para dar início à transferência de poderes resultante do reconhecimento da independência da Guiné, não tardou a perfilar-se perante os responsáveis portugueses a questão de possíveis represálias contra os guineenses que haviam servido Portugal, nomeadamente nas Forças Armadas. Estava ainda fresco o exemplo da Argélia, no seguimento dos acordos de Évian.

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Comandos africanos.pdf (69068)

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INTRODUÇÃO

O Fascismo era a sombra ou o filho monstruoso do Comunismo. Winston Churchill

Caporetto e Petrogrado

No final de 1917, em plena 1.ª Guerra Mundial, dois acontecimentos, separados temporalmente por menos de uma semana e geograficamente por 2.000 km, iriam gerar as condições para o sucesso da Revolução Bolchevista e do movimento, igualmente revolucionário, que serviria de modelo ao processo de a combater - o fascismo.

O texto que se segue constitui a INTRODUÇÃO desta edição em português (Edições Sílabo), de que sou autor. A tradução da obra também é da minha autoria.

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Mussolini - Introdução.pdf (104406)

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GARIBALDI - GENERAL-DE-MAR-E-GUERRA

Acaba de sair este volume de Memórias Autobiográficas, de Giuseppe Garibaldi, que tive a honra de traduzir. O texto que se segue constitui a INTRODUÇÃO desta edição em português (Edições Sílabo), de que sou também autor.

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Introdução GG.pdf (180435)

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Para ler a recensão do general Vieira Borges na REVISTA MILITAR, clicar em:

https://www.revistamilitar.pt/artigo/802

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Recensão do Prof. Doutor Luís Alves de Fraga, publicada na Revista Militar
 

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Num sistema de governo parlamentar, seria eu a ter de abandonar funções. Mas no nosso sistema, é você que deve ir embora.
 
Presidente Kennedy para director da CIA, Allan Dulles, após o fiasco da Baía dos Porcos

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A verdadeira escola de 'comando' é a cultura geral.

Charles de Gaulle

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A guerra é a maneira que Deus arranjou para ensinar geografia aos americanos.

Ambrose Bierce

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A violência é a parteira da história.

Karl Marx

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Hipnotizada pelo puro combate ideológico [...] a revolução [de Abril] descurou em excesso o sentimento nacional, deixando à futura direita, após a cómoda hibernação que lhe ofereceu, a sua exaltada e frenética exploração. É verdade que os valores de "pátria", "patriotismo", "sentimento nacional", pelo seu teor afectivo, de cariz irracional, não costumam ser reivindicados pela esquerda. É um erro funesto. Nenhuma revolução triunfou com argumentos meramente ideológicos.

EDUARDO LOURENÇO, O Labirinto da Saudade

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Os homens nunca fazem nada de bem senão por necessidade.

Nicolau Maquiavel 

Discursos sobre a Primeira Década de Tito Lívio - L. I - Cap. III

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Um partido conservador não tem muitas hipóteses em Portugal, porque o nosso atraso é tal que a política a fazer é muito progressiva e muito progressista.

Francisco Sá Carneiro (1974)

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Existe um culto à ignorância alimentando a falsa noção de que a democracia significa que a minha ignorância é tão válida como o teu conhecimento.

Isaac Asimov

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O discurso do arrependimento do Ocidente é esclerosante. É preciso libertar-se dele e pensar para além da vitimização. [...] A pergunta que devemos colocar a nós próprios não é: porque sou mal acolhido; mas é: porque parto, porque deixo a minha terra?

Kamel Daoud, argelino, combatente por um islão iluminista

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Cada povo só o é por se conceber e viver justamente como destino. Isto é, simbolicamente, como se existisse desde sempre e tivesse consigo uma promessa de duração eterna.

EDUARDO LOURENÇO, Portugal como Destino

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Alguém mencionou que o Brasil se pareceria com a Itália entre guerras de Mussolini. Mas Mussolini era uma pessoa muito culta se comparada ao atual aqui (Bolsonaro). 

Fernando Henrique Cardoso - O Estado de S.Paulo, 12 de Maio de 2020

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Nenhuma mentira vive o suficiente para envelhecer 

Sófocles

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É verdade que, por vezes, os militares, exagerando da impotência relativa da inteligência, descuram servir-se dela.

Charles de Gaulle

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O meu erro não foi ter subestimado Hitler. O meu erro foi ter sobrestimado os alemães.

Klaus Mann

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Nunca interrompas o teu inimigo quando ele estiver a cometer um erro.

Napoleão Bonaparte

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As despesas militares eram um quebra‑cabeças. Nunca se conseguiu que o Ministério do Exército se submetesse à disciplina orçamental [...] Debalde eu determinara que não se excedesse com as despesas militares os 40% do orçamento geral do Estado: ia‑se até aos 45%, e o pior é que se tinha a consciência de uma péssima administração do Exército, pois na Marinha e na Força Aérea as previsões orçamentais eram respeitadas.

MARCELLO CAETANO, Depoimento, p. 97.

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O preço da grandeza é a responsabilidade.

Winston Churchill

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...do ponto de vista deles, nós éramos um entrave à revolução tal como eles a entendiam. Mas nós entendíamos que estávamos a fazer uma revolução em função do passado. E eles entendiam que nós éramos a contra-revolução em função da ideia que faziam do que seria a revolução. 

Ernesto Melo Antunes

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Numa Pompílio [2.º rei de Roma] ... encontrando um povo ferocíssimo e pretendendo conduzi-lo à obediência civil de forma pacífica, voltou-se para a religião como coisa de todo necessária para manter um clima de civilidade; e fê-lo de tal modo que, por muitos séculos, não houve, em parte nenhuma, tanto temor de Deus como naquela república...

MAQUIAVEL, Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio.

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Há uma Providência que protege os idiotas, os bêbados, as crianças e os Estados Unidos da América.

Otto von Bismarck

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Revolução é uma ideia que encontrou as suas baionetas.

Napoleão Bonaparte

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“Os portugueses sempre tiveram uma maneira muito sua de fazer as coisas. Mesmo aquele sangrento espetáculo ibérico, a tourada, adquire em Portugal uma característica especial, cavalheiresca, pois o touro nunca é morto. Na semana passada, um grupo estreitamente coordenado de oficiais do exército aplicou essa tradição civilizada a um ato muitas vezes violento: um golpe militar”. 

Newsweek - 6 de Maio de 1974

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Resultado de imagem

A Honra é a poesia do Dever.

Alfred de Vigny

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Estou absolutamente convencido de que a Espanha é o país mais forte do mundo. Século após século tenta destruir-se e não há maneira de o conseguir.

Otto von Bismark

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[No Vietname] combatemos uma guerra militar; os nossos opositores combateram uma guerra política. Procurámos o desgaste físico; os nossos opositores apontaram à nossa exaustão psicológica. Ao longo do processo, esquecemo-nos de uma das máximas principais da luta de guerrilha: a guerrilha vence desde que não perca; o exército convencional perde se não consegue vencer.

Henry Kissinger

The Viet Nam Negotiations, Foreign Affairs, Janeiro de 1969

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A impressão era sempre modificada à vista da bela e educada
juventude que me acompanhava, quase todos elementos citadinos
e cultos, pois é notório que, entre os corpos voluntários que
tive a honra de comandar em Itália, os camponeses sempre falharam,
graças aos reverendos ministros da mentira.
 
Giuseppe Garibaldi
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Israel, tendo atacado, apoderou-se, em 6 dias de combate, dos objectivos que pretendia alcançar. Presentemente, organiza, nesses territórios que tomou, a ocupação, que não pode resultar sem opressão, repressão e expulsão, e onde se manifesta, contra ele, uma resistência que, por seu turno, [Israel] apelidará de terrorismo.

Charles de Gaulle - Conferência de imprensa de 27-11-1967

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...de mil maneiras e por muitas razões, as conquistas são prejudiciais. Porque é muito fácil fazer conquistas sem aumentar a respectiva força, mas quem conquista império e, ao mesmo tempo, não aumenta a sua força, caminha para a ruína.

Maquiavel, Discursos sobre a Primeira Década de Tito Lívio

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Padre Antônio Vieira

Se servistes a Pátria, que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis, ela o que costuma.

Padre António Vieira

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