Bem-vindo ao nosso site de HISTÓRIA

Neste site, os visitantes encontrarão diversos textos por mim publicados, desde 1995, em jornais e revistas, ou, simplesmente, difundidos por e-mail para os meus amigos. Das obras publicadas, como autor ou como tradutor, conto apresentar alguns breves extractos criteriosamente seleccionados.

DAVID MARTELO

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18 de Junho de 1815

WATERLOO

Entre 1810 e 1814, no seguimento da 3.ª Invasão Francesa, as forças britânicas, portuguesas e espanholas, lideradas por Sir Arthur Wellesley – futuro duque de Wellington – logram sucessivas vitórias sobre o exército gaulês, ainda na Península Ibérica. Seguidamente, já em território francês, contribuem decisivamente para a queda de Napoleão Bonaparte. O imperador abdica, em 20 de Abril de 1814, e parte para o exílio na ilha de Elba. Wellington conseguia, assim, vergar um dos mais brilhantes generais de todos os tempos, mas sem nunca ter tido a oportunidade de com ele se confrontar, cara a cara, num campo de batalha. Mas o destino encarregar-se-ia de, volvidos cerca de 14 meses, proporcionar esse inesquecível frente-a-frente.

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FRANCO CHARAIS AFASTA-SE DE MELO ANTUNES

A crítica do general Charais ao meu livro 25 de ABRIL – Do golpe militar à revolução na forma tentada, recentemente publicada na revista Referencial, é produzida através de um extenso artigo, durante o qual faz diversas afirmações historicamente correctas, nomeadamente sobre temas de natureza ideológica, social e económica, que eu entendi não referir no meu livro por já terem sido tratados noutras obras. Mas fornece um elemento novo: a argumentação do general Charais configura, nalguns trechos, uma patente dissonância com o pensamento de Melo Antunes, líder político do Grupo dos Nove, a que o general pertenceu em 1975.

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1956/57 – CARTAS DE PARIS PARA SALAZAR

Com a guerra na Argélia a decorrer, Marcello Mathias, embaixador de Portugal em França, corresponde-se com Salazar e dá-lhe as suas impressões acerca do que julga ser a duvidosa capacidade dos franceses para conduzir eficazmente a resistência às acções dos independentistas. Um tema que nos transporta para situações que iriam repetir-se, em Portugal, poucos anos depois.

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A CONCORDATA COM O VATICANO

Trata-se do capítulo XIII da obra Autobiografia de Mussolini, embora não faça parte da edição original, publicada em 1928, em data anterior, portanto, à assinatura da Concordata (Fevereiro de 1929). Na edição de 1939, foram feitos acrescentos especialmente autorizados “por acordo e aprovação de O DUCE”, de que este capítulo faz parte. Não se conhecendo o autor, o texto recorda-nos como havia nascido a Questão Romana, após 20 de Setembro de 1876, data em que as tropas italianas entraram na cidade que se tornaria capital do Reino de Itália. Roma votou a favor da anexação e o Papa declarou-se prisioneiro de guerra, no Vaticano. Só em 1929 se concluiria o acordo entre a monarquia italiana e o Vaticano.

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DAS ALTERNATIVAS AO COLONIALISMO

Na sessão solene evocativa do 47.º aniversário do 25 de Abril, realizada na Assembleia da República, o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa proferiu um discurso notável no qual, aproveitando igualmente a recente passagem do 60.º aniversário do início da guerra em Angola, entendeu discorrer sobre o nosso passado colonial e sobre a memória que devemos reter desse tempo. O historiador Manuel Loff (Público de 27/04) replicaria: Quando Marcelo nos pede para não “[exigir] aos que viveram esse passado que pudessem antecipar valores (...) agora tidos por evidentes, intemporais e universais”, persiste num dos mais velhos erros metodológicos da leitura reaccionária do passado: o de inventar um tempo em que os valores dominantes seriam tão consensuais que nenhuns outros teriam sido enunciados. Em todas as épocas os valores dominantes tiveram alternativas”. Que alternativas?

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1955 – NOTAS DA CONFERÊNCIA DE BANDUNG

Em Abril de 1955, uma década depois de iniciado o processo de descolonização subsequente ao final da 2.ª Guerra Mundial, vinte e nove nações independentes e livres da Ásia e da África iam encontrar-se em Bandung, na Indonésia, para discutir “racismo e colonialismo”. No contexto desse cenário político inovador, um novelista norte-americano de raça negra, Richard Wright (1908-1960), conhecido lutador contra o racismo no seu próprio país, entusiasmou-se com o anúncio da conferência e preparou-se para viajar até à Indonésia, procurando viver e entender o significado do histórico encontro, cujas impressões haveria posteriormente de registar em The Color Curtain.

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1939 – DO ‘PACTO DE AÇO’ À APROXIMAÇÃO GERMANO-SOVIÉTICA

Winston Churchill

Aos esforços tentados pelas potências ocidentais para criar uma linha de defesa contra ela, a Alemanha respondia do mesmo modo. No início de Maio, eram estabelecidas negociações com a Italia, em Como, entre Ribbentrop e Ciano, as quais se concluíram, de uma forma oficial e pública, pelo tratado conhecido por “Pacto de Aço”, que seria assinado, em Berlim, em 22 de Maio. Esta resposta parecia constituir um desafio ao débil conjunto de garantias britânicas formuladas relativamente à Europa Oriental.

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NO BICENTENÁRIO DA MORTE DE NAPOLEÃO BONAPARTE

Napoleão Bonaparte faleceu, no exílio da ilha de Santa Helena, em 5 de Maio de 1821. Para assinalar a passagem do segundo centenário da sua morte, compus um texto que recorda os momentos mais significativos da sua existência, desde o nascimento na Córsega até ao fim que o encontrou numa remota ilha do Atlântico Sul.

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DESCOLONIZAÇÃO DE MOÇAMBIQUE PRIMEIROS  PASSOS

Em Moçambique, o ambiente dos primeiros dias de Maio de 1974 era de grande inquietação. Haviam-se registado incidentes violentos entre grupos de negros e colonos brancos, e, as acções da guerrilha nas proximidades da Beira iam-se sucedendo com preocupante frequência. Almeida Santos, na sua qualidade de ministro da Coordenação Interterritorial do I Governo Provisório, decidira deslocar-se ao território do Índico para contactos com as populações. No espírito da maioria dos presentes ainda pairava a ideia de que o processo de reformulação da política ultramarina portuguesa assentaria no projecto contido no livro Portugal e o Futuro, do general Spínola.

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O ESTADO FASCISTA E O FUTURO

Benito Mussolini

Neste trecho da sua Autobiografia, Mussolini aborda o futuro do Estado Fascista e a visão corporativista que se encontra a implementar. O texto é de 1928 e dá especial realce à aprovação da Carta do Trabalho (Carta del Lavoro), documento em que Salazar se inspiraria, alguns anos mais tarde, para a publicação do Estatuto do Trabalho Nacional.

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DE NOVO “A GRANDE ILUSÃO”

A Guerra de 2034

Em 1910, surgiu a obra A Grande Ilusão, do britânico Norman Angell, o qual argumentava que a rivalidade no capítulo dos armamentos, em curso na Europa, «especialmente a que se desenvolve entre a Inglaterra e a Alemanha – não pode continuar indefinidamente». Numa obra posterior,  respondendo a Winston Churchill, que o criticara por, segundo ele, ter escrito que o perigo da guerra se tornara uma ilusão, replicou que «não era o risco de uma guerra que se tornara uma ilusão, mas sim a ideia de que daí decorria algum benefício.» Em Março do corrente ano, saiu 2034 – A novel of the next world war, dos americanos Elliot Ackerman e James Stavridis. O facto de Ackerman ter cumprido, como marine, 4 comissões no Iraque e no Afeganistão, e de ter trabalhado para a CIA, acrescido da circunstância de Stavridis ser almirante da Marinha dos EUA e ex-Comandante Supremo Aliado na Europa, fez-me admitir que, no meio das fantasias que uma obra deste género sempre comporta, poderia vislumbrar “nas entrelinhas” alguns indícios ou alguma matéria de real interesse.
 
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O NOSSO DELÍRIO SUICIDA

Ernesto Galli della Loggia

O que é que sucedeu para que se chegasse a aceitar, ou mesmo a muitas vezes promover, o derrube das estátuas de Colombo e de Churchill, considerando-os patifes inapresentáveis? A pensar que ensinar as obras de Homero, de Dante e de Shakespeare, ou a executar a música de Mozart, constituísse uma discriminação ofensiva para quem tem uma cor de pele diferente do branco? Para que se difundisse a ideia de que a nossa história não seja mais do que um cúmulo de erros e de horrores? De onde é que vem este delírio suicida do “politicamente correcto” que está a devastar a imagem que o Ocidente tem de si próprio, contribuindo para o paralisar ideologicamente no palco mundial? [Publicado no Corriere della Sera de 3 de Abril de 2021]

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OS CAPITÃES DE ABRIL ENTRE AS BRUMAS DA MEMÓRIA

Sendo historicamente inquestionável que a principal motivação do golpe militar de 25 de Abril de 1974 foi a firme determinação de pôr termo à longa guerra que se travava em Angola, Guiné e Moçambique, constata-se que a memória que desse conflito é hoje expressa pelos ‘capitães de Abril’ ainda vivos não é uniforme. Cada um deles teve experiências diferentes durante a guerra e “circunstâncias” actuais que condicionam a sua forma de a recordar. Assim se explica, a meu ver, algum aparente desencontro de sensibilidades desencadeado no seguimento do falecimento do tenente-coronel Marcelino da Mata.

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1965 /1968 – ÚLTIMOS ANOS DE SALAZAR NO PODER

Em 1965 concluía-se o primeiro mandato de Américo Thomaz como Presidente da República. Depois do susto político causado pela campanha de Humberto Delgado, em 1958, a designação do novo presidente seria feita, pela primeira vez, através do sistema de um colégio eleitoral, composto, exclusivamente, por figuras afectas ao regime.

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1939 – AS PROPOSTAS DE ALIANÇA ENTRE A GRÃ-BRETANHA, A FRANÇA E A UNIÃO SOVIÉTICA

Winston Churchill

Tendo partido o judeu Litvinov, concretizara-se uma cedência importante aos preconceitos de Hitler. A partir de então, o governo alemão deixou de designar a sua política externa de anti-bolchevista e reservou as suas invectivas para as “pluto-democracias”. Os artigos dos jornais asseguravam aos soviéticos que o Lebensraum alemão não se estendia a território russo, e que, na realidade, se detinha, em todos os pontos, a pequena distância da fronteira russa.

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COLONIALISMO, GUERRA COLONIAL E A NOVA SANHA INQUISITORIAL

Neste último mês de Fevereiro, teve lugar nos media um inflamado debate sobre a nossa memória colonial e de repúdio do colonialismo, quase sempre por iniciativa de personalidades que se consideram progressistas e ‘de esquerda’. Seguiram-se as réplicas dos seus émulos ‘de direita’ e, com alguma paciência e de forma mais recatada, as daqueles que procuram respeitar a verdade histórica e o sentido cultural de nação. No caso em apreço, a nem sempre serena ofensiva anticolonialista aproveitou-se do falecimento do tenente-coronel Marcelino da Mata e das homenagens fúnebres que lhe foram conferidas para verberar, uma vez mais, a memória da guerra colonial. 

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O FUZILAMENTO DOS COMANDOS AFRICANOS NA GUINÉ-BISSAU

Quando, já depois do golpe militar de 25 de Abril de 1974, se chegou a acordo com o PAIGC para dar início à transferência de poderes resultante do reconhecimento da independência da Guiné, não tardou a perfilar-se perante os responsáveis portugueses a questão de possíveis represálias contra os guineenses que haviam servido Portugal, nomeadamente nas Forças Armadas. Estava ainda fresco o exemplo da Argélia, no seguimento dos acordos de Évian.

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MOÇAMBIQUE - 1973

A meio do ano de 1973, a situação militar em Moçambique era deveras preocupante, só não atingindo a gravidade da existente na Guiné devido à muito maior extensão do território e ao facto de as forças guerrilheiras ainda não disporem do equipamento antiaéreo já à disposição das forças guineenses do PAIGC. A actividade operacional era marcada pela herança do período de comando do general Kaúlza de Arriaga (Julho de 1969-Março de 1970, como comandante das forças do Exército; Março de 1970-Julho de 1973, como comandante-chefe).

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TRÊS SURPRESAS RAZOAVELMENTE PROVÁVEIS

Pearl Harbor – 11 de Setembro – Capitólio
O ataque japonês a Pearl Harbor, em 7 de Dezembro de 1941, os atentados terroristas da al-Qaeda nos EUA, em 11 de Setembro de 2001, e o assalto ao Capitólio de Washington D.C., em 6 de Janeiro de 2021, apesar das suas diferentes motivações, são todas elas consideradas datas negras da história americana. As falhas de segurança que se produziram nas três circunstâncias deixaram o mundo inteiro a interrogar-se: como foi possível?
 
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VERÃO DE 1975

A IMPORTÂNCIA DE SE CHAMAR ERNESTO...OU VASCO

O resultado das eleições para a Assembleia Constituinte, em 25 de Abril de 1975, a crise do IV Governo Provisório, o caso do jornal República, a recuperação da RUA pelas forças à direita do PCP, o início da rotura no interior do Movimento das Forças Armadas (MFA), a indisciplina das unidades militares e a iminente constituição do V Governo Provisório, criaram as condições para uma afirmação política capaz de fazer uma síntese de oposição ao rumo da revolução.

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DO ESPÍRITO MILITAR DAS NAÇÕES E DO MORAL DOS EXÉRCITOS

Antoine-Henri Jomini

Um governo adoptaria em vão os melhores regulamentos para organizar um exército se não se aplicasse, também, a desenvolver o espírito militar no país. Se, na City de Londres, preferem o título de banqueiro mais rico a uma condecoração militar, é coisa que pode aceitar-se num país insular, protegido pelas suas inúmeras forças navais. Mas uma nação continental que adoptasse os costumes da City de Londres ou da Bolsa de Paris, mais tarde ou mais cedo tornar-se-ia presa dos seus vizinhos.

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DA MORALIDADE E IMORALIDADE DA COLONIZAÇÃO NA ERA DOS DESCOBRIMENTOS

Os portugueses, pouco depois de darem início às navegações no Atlântico, perceberam como era importante a sustentação moral do empreendimento. Pediram, mesmo, à Santa Sé, que desse o seu público assentimento à grande aventura marítima que pretendiam levar a cabo. Essa manobra diplomática seria coroada de êxito com a publicação, no espaço de menos de quatro anos, de três bulas papais.

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PORTUGAL PRECISA DE SE DESCOLONIZAR?

Nos últimos tempos, há quem esteja tentando descobrir mais uma “causa fracturante”, para limar mais umas arestas da sociedade. Desta vez, porém, a questão vem bulir com a nossa História, com a nossa identidade como Nação e com a ideia de Pátria, como memória comum de todo um povo.

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O “CAPITÓLIO” DE S. BENTO

O cerco da Assembleia Constituinte (12-11-1975)

Apesar de notórias diferenças ideológicas dos seus protagonistas, a invasão do Capitólio de Washington D.C., em 6 de Janeiro de 2021, num contexto político pós-eleitoral e de preocupantes indícios de guerra civil, conduziu muitos portugueses contemporâneos da Revolução dos Cravos (1974/75) à lembrança de um dos momentos de maior tensão política do período revolucionário: o cerco da Assembleia Constituinte. Iniciado em 12 de Novembro de 1975, nunca chegou ao extremo da invasão do edifício e das agressões físicas que foi possível constatar nos acontecimentos de 6 de Janeiro último.

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CARTAS DO FIM

A história dos últimos seis anos do Estado Novo, mesmo para quem já era adulto nessa época, não fica completa apenas com a memória desse tempo. Nos dias de hoje, com uma superabundância de informação, até os segredos politicamente mais importantes acabam por aparecer nos diversos tipos de média. Entre 1968 e 1974, a existência da Censura garantia ao governo a ocultação dos meandros da política, tanto em casos de justificada reserva como naqueles com características que hoje consideramos banais. 

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1939 – O ENIGMA SOVIÉTICO

Winston Churchill

Em Abril e Maio de 1939, começa a produzir-se uma viragem na política da Europa de Leste, perante a ameaça do expansionismo nazi. O governo britânico devia examinar, com carácter de urgência, as consequências práticas das garantias prestadas à Polónia e à Roménia. Nenhum deste conjunto de disposições possuía o mínimo valor militar se não se inscrevesse num quadro de um acordo geral com a Rússia. Foi, portanto, dentro deste conceito que, em 15 de Abril, se entabularam conversações, em Moscovo, entre o embaixador britânico e o Sr. Litvinov.

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DA ARMADILHA DE TUCÍDIDES À IMPRESCINDIBILIDADE DA VITÓRIA

No início da obra História da Guerra do Peloponeso, o autor descreve o imperativo de “ir para a guerra” que, modernamente, tem vindo a ser descrito como a armadilha de Tucídides, levando alguns autores contemporâneos a verem na China actual [potência revolucionária] a Atenas de então, sendo Esparta o equivalente dos EUA [potência instalada].

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1490 – A IMPORTÂNCIA GEOPOLÍTICA DO ENLACE DO PRÍNCIPE D. AFONSO COM ISABEL DE CASTELA

Pelas previsíveis repercussões políticas no espaço ibérico, o acontecimento mais marcante do reinado de D. João II, imediatamente após a conclusão da viagem de Bartolomeu Dias, é, sem dúvida, o casamento de D. Afonso, herdeiro do trono, com a infanta D. Isabel de Castela, filha dos Reis Católicos.

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1939 – NA LISTA DE HITLER, SEGUIA-SE A POLÓNIA

Winston Churchill

Combater pela Checoslováquia em 1938 fazia sentido, uma vez que o Exército Alemão podia empenhar apenas uma meia dúzia de divisões bem treinadas na Frente Ocidental, ao passo que a França, com perto de 60 ou 70 divisões, estava apta a atravessar imediatamente o Reno ou a ocupar o Ruhr. Mas um tal empreendimento fora considerado irrazoável, temerário e absolutamente indigno do pensamento e da moral modernos.

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PORTUGAL, A CORRIDA A ÁFRICA E A ATRACÇÃO DO BRASIL

Como admitiu Oliveira Marques, “dos finais do século XVII a 1822, o Brasil constituiu a essência do Império Português. Com algum exagero, até se poderia dizer que constituía a essência do próprio Portugal.” Não surpreende, por conseguinte, que a separação do Brasil tenha provocado um sentimento de perda, completa e profunda, da ideia de um Império. Após a guerra civil, que não tardaria a eclodir, a renovação de um impulso ultramarino ainda pareceu possível, se reorientado para a África.

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INTRODUÇÃO

O Fascismo era a sombra ou o filho monstruoso do Comunismo. Winston Churchill

Caporetto e Petrogrado

No final de 1917, em plena 1.ª Guerra Mundial, dois acontecimentos, separados temporalmente por menos de uma semana e geograficamente por 2.000 km, iriam gerar as condições para o sucesso da Revolução Bolchevista e do movimento, igualmente revolucionário, que serviria de modelo ao processo de a combater - o fascismo.

O texto que se segue constitui a INTRODUÇÃO desta edição em português (Edições Sílabo), de que sou autor. A tradução da obra também é da minha autoria.

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GARIBALDI - GENERAL-DE-MAR-E-GUERRA

Acaba de sair este volume de Memórias Autobiográficas, de Giuseppe Garibaldi, que tive a honra de traduzir. O texto que se segue constitui a INTRODUÇÃO desta edição em português (Edições Sílabo), de que sou também autor.

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Introdução GG.pdf (180435)

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Para ler a recensão do general Vieira Borges na REVISTA MILITAR, clicar em:

https://www.revistamilitar.pt/artigo/802

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Recensão do Prof. Doutor Luís Alves de Fraga, publicada na Revista Militar
 

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A verdadeira escola de 'comando' é a cultura geral.

Charles de Gaulle

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A guerra é a maneira que Deus arranjou para ensinar geografia aos americanos.

Ambrose Bierce

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A violência é a parteira da história.

Karl Marx

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Hipnotizada pelo puro combate ideológico [...] a revolução [de Abril] descurou em excesso o sentimento nacional, deixando à futura direita, após a cómoda hibernação que lhe ofereceu, a sua exaltada e frenética exploração. É verdade que os valores de "pátria", "patriotismo", "sentimento nacional", pelo seu teor afectivo, de cariz irracional, não costumam ser reivindicados pela esquerda. É um erro funesto. Nenhuma revolução triunfou com argumentos meramente ideológicos.

EDUARDO LOURENÇO, O Labirinto da Saudade

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Os homens nunca fazem nada de bem senão por necessidade.

Nicolau Maquiavel 

Discursos sobre a Primeira Década de Tito Lívio - L. I - Cap. III

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Um partido conservador não tem muitas hipóteses em Portugal, porque o nosso atraso é tal que a política a fazer é muito progressiva e muito progressista.

Francisco Sá Carneiro (1974)

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Existe um culto à ignorância alimentando a falsa noção de que a democracia significa que a minha ignorância é tão válida como o teu conhecimento.

Isaac Asimov

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O discurso do arrependimento do Ocidente é esclerosante. É preciso libertar-se dele e pensar para além da vitimização. [...] A pergunta que devemos colocar a nós próprios não é: porque sou mal acolhido; mas é: porque parto, porque deixo a minha terra?

Kamel Daoud, argelino, combatente por um islão iluminista

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Cada povo só o é por se conceber e viver justamente como destino. Isto é, simbolicamente, como se existisse desde sempre e tivesse consigo uma promessa de duração eterna.

EDUARDO LOURENÇO, Portugal como Destino

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Alguém mencionou que o Brasil se pareceria com a Itália entre guerras de Mussolini. Mas Mussolini era uma pessoa muito culta se comparada ao atual aqui (Bolsonaro). 

Fernando Henrique Cardoso - O Estado de S.Paulo, 12 de Maio de 2020

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Nenhuma mentira vive o suficiente para envelhecer 

Sófocles

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É verdade que, por vezes, os militares, exagerando da impotência relativa da inteligência, descuram servir-se dela.

Charles de Gaulle

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O meu erro não foi ter subestimado Hitler. O meu erro foi ter sobrestimado os alemães.

Klaus Mann

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Nunca interrompas o teu inimigo quando ele estiver a cometer um erro.

Napoleão Bonaparte

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As despesas militares eram um quebra‑cabeças. Nunca se conseguiu que o Ministério do Exército se submetesse à disciplina orçamental [...] Debalde eu determinara que não se excedesse com as despesas militares os 40% do orçamento geral do Estado: ia‑se até aos 45%, e o pior é que se tinha a consciência de uma péssima administração do Exército, pois na Marinha e na Força Aérea as previsões orçamentais eram respeitadas.

MARCELLO CAETANO, Depoimento, p. 97.

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O preço da grandeza é a responsabilidade.

Winston Churchill

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...do ponto de vista deles, nós éramos um entrave à revolução tal como eles a entendiam. Mas nós entendíamos que estávamos a fazer uma revolução em função do passado. E eles entendiam que nós éramos a contra-revolução em função da ideia que faziam do que seria a revolução. 

Ernesto Melo Antunes

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Numa Pompílio [2.º rei de Roma] ... encontrando um povo ferocíssimo e pretendendo conduzi-lo à obediência civil de forma pacífica, voltou-se para a religião como coisa de todo necessária para manter um clima de civilidade; e fê-lo de tal modo que, por muitos séculos, não houve, em parte nenhuma, tanto temor de Deus como naquela república...

MAQUIAVEL, Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio.

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Há uma Providência que protege os idiotas, os bêbados, as crianças e os Estados Unidos da América.

Otto von Bismarck

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Revolução é uma ideia que encontrou as suas baionetas.

Napoleão Bonaparte

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“Os portugueses sempre tiveram uma maneira muito sua de fazer as coisas. Mesmo aquele sangrento espetáculo ibérico, a tourada, adquire em Portugal uma característica especial, cavalheiresca, pois o touro nunca é morto. Na semana passada, um grupo estreitamente coordenado de oficiais do exército aplicou essa tradição civilizada a um ato muitas vezes violento: um golpe militar”. 

Newsweek - 6 de Maio de 1974

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Resultado de imagem

A Honra é a poesia do Dever.

Alfred de Vigny

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Estou absolutamente convencido de que a Espanha é o país mais forte do mundo. Século após século tenta destruir-se e não há maneira de o conseguir.

Otto von Bismark

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[No Vietname] combatemos uma guerra militar; os nossos opositores combateram uma guerra política. Procurámos o desgaste físico; os nossos opositores apontaram à nossa exaustão psicológica. Ao longo do processo, esquecemo-nos de uma das máximas principais da luta de guerrilha: a guerrilha vence desde que não perca; o exército convencional perde se não consegue vencer.

Henry Kissinger

The Viet Nam Negotiations, Foreign Affairs, Janeiro de 1969

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A impressão era sempre modificada à vista da bela e educada
juventude que me acompanhava, quase todos elementos citadinos
e cultos, pois é notório que, entre os corpos voluntários que
tive a honra de comandar em Itália, os camponeses sempre falharam,
graças aos reverendos ministros da mentira.
 
Giuseppe Garibaldi
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Israel, tendo atacado, apoderou-se, em 6 dias de combate, dos objectivos que pretendia alcançar. Presentemente, organiza, nesses territórios que tomou, a ocupação, que não pode resultar sem opressão, repressão e expulsão, e onde se manifesta, contra ele, uma resistência que, por seu turno, [Israel] apelidará de terrorismo.

Charles de Gaulle - Conferência de imprensa de 27-11-1967

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...de mil maneiras e por muitas razões, as conquistas são prejudiciais. Porque é muito fácil fazer conquistas sem aumentar a respectiva força, mas quem conquista império e, ao mesmo tempo, não aumenta a sua força, caminha para a ruína.

Maquiavel, Discursos sobre a Primeira Década de Tito Lívio

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Padre Antônio Vieira

Se servistes a Pátria, que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis, ela o que costuma.

Padre António Vieira

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