Bem-vindo ao nosso site de HISTÓRIA

Neste site, os visitantes encontrarão diversos textos por mim publicados, desde 1995, em jornais e revistas, ou, simplesmente, difundidos por e-mail para os meus amigos. Das obras publicadas, como autor ou como tradutor, conto apresentar alguns breves extractos criteriosamente seleccionados.

DAVID MARTELO

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Do golpe de Estado legal ao “andar rapidamente e em força”

Se tivermos em conta que, após a intervenção pública de Salazar, a 13 de Abril de 1961, a questão do reforço militar de Angola se tornou rápido, volumoso e muito visível, somos levados a admitir que, a partir dos primeiros actos de rebeldia no Norte de Angola, ao travão de teor financeiro se terá associado um outro, de forte natureza política.

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DE NOVO “A GRANDE ILUSÃO”

A Guerra de 2034

Em 1910, surgiu a obra A Grande Ilusão, do britânico Norman Angell, o qual argumentava que a rivalidade no capítulo dos armamentos, em curso na Europa, «especialmente a que se desenvolve entre a Inglaterra e a Alemanha – não pode continuar indefinidamente». Numa obra posterior,  respondendo a Winston Churchill, que o criticara por, segundo ele, ter escrito que o perigo da guerra se tornara uma ilusão, replicou que «não era o risco de uma guerra que se tornara uma ilusão, mas sim a ideia de que daí decorria algum benefício.» Em Março do corrente ano, saiu 2034 – A novel of the next world war, dos americanos Elliot Ackerman e James Stavridis. O facto de Ackerman ter cumprido, como marine, 4 comissões no Iraque e no Afeganistão, e de ter trabalhado para a CIA, acrescido da circunstância de Stavridis ser almirante da Marinha dos EUA e ex-Comandante Supremo Aliado na Europa, fez-me admitir que, no meio das fantasias que uma obra deste género sempre comporta, poderia vislumbrar “nas entrelinhas” alguns indícios ou alguma matéria de real interesse.
 
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O NOSSO DELÍRIO SUICIDA

Ernesto Galli della Loggia

O que é que sucedeu para que se chegasse a aceitar, ou mesmo a muitas vezes promover, o derrube das estátuas de Colombo e de Churchill, considerando-os patifes inapresentáveis? A pensar que ensinar as obras de Homero, de Dante e de Shakespeare, ou a executar a música de Mozart, constituísse uma discriminação ofensiva para quem tem uma cor de pele diferente do branco? Para que se difundisse a ideia de que a nossa história não seja mais do que um cúmulo de erros e de horrores? De onde é que vem este delírio suicida do “politicamente correcto” que está a devastar a imagem que o Ocidente tem de si próprio, contribuindo para o paralisar ideologicamente no palco mundial? [Publicado no Corriere della Sera de 3 de Abril de 2021]

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OS CAPITÃES DE ABRIL ENTRE AS BRUMAS DA MEMÓRIA

Sendo historicamente inquestionável que a principal motivação do golpe militar de 25 de Abril de 1974 foi a firme determinação de pôr termo à longa guerra que se travava em Angola, Guiné e Moçambique, constata-se que a memória que desse conflito é hoje expressa pelos ‘capitães de Abril’ ainda vivos não é uniforme. Cada um deles teve experiências diferentes durante a guerra e “circunstâncias” actuais que condicionam a sua forma de a recordar. Assim se explica, a meu ver, algum aparente desencontro de sensibilidades desencadeado no seguimento do falecimento do tenente-coronel Marcelino da Mata.

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1965 /1968 – ÚLTIMOS ANOS DE SALAZAR NO PODER

Em 1965 concluía-se o primeiro mandato de Américo Thomaz como Presidente da República. Depois do susto político causado pela campanha de Humberto Delgado, em 1958, a designação do novo presidente seria feita, pela primeira vez, através do sistema de um colégio eleitoral, composto, exclusivamente, por figuras afectas ao regime.

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1939 – AS PROPOSTAS DE ALIANÇA ENTRE A GRÃ-BRETANHA, A FRANÇA E A UNIÃO SOVIÉTICA

Winston Churchill

Tendo partido o judeu Litvinov, concretizara-se uma cedência importante aos preconceitos de Hitler. A partir de então, o governo alemão deixou de designar a sua política externa de anti-bolchevista e reservou as suas invectivas para as “pluto-democracias”. Os artigos dos jornais asseguravam aos soviéticos que o Lebensraum alemão não se estendia a território russo, e que, na realidade, se detinha, em todos os pontos, a pequena distância da fronteira russa.

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COLONIALISMO, GUERRA COLONIAL E A NOVA SANHA INQUISITORIAL

Neste último mês de Fevereiro, teve lugar nos media um inflamado debate sobre a nossa memória colonial e de repúdio do colonialismo, quase sempre por iniciativa de personalidades que se consideram progressistas e ‘de esquerda’. Seguiram-se as réplicas dos seus émulos ‘de direita’ e, com alguma paciência e de forma mais recatada, as daqueles que procuram respeitar a verdade histórica e o sentido cultural de nação. No caso em apreço, a nem sempre serena ofensiva anticolonialista aproveitou-se do falecimento do tenente-coronel Marcelino da Mata e das homenagens fúnebres que lhe foram conferidas para verberar, uma vez mais, a memória da guerra colonial. 

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O FUZILAMENTO DOS COMANDOS AFRICANOS NA GUINÉ-BISSAU

Quando, já depois do golpe militar de 25 de Abril de 1974, se chegou a acordo com o PAIGC para dar início à transferência de poderes resultante do reconhecimento da independência da Guiné, não tardou a perfilar-se perante os responsáveis portugueses a questão de possíveis represálias contra os guineenses que haviam servido Portugal, nomeadamente nas Forças Armadas. Estava ainda fresco o exemplo da Argélia, no seguimento dos acordos de Évian.

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MOÇAMBIQUE - 1973

A meio do ano de 1973, a situação militar em Moçambique era deveras preocupante, só não atingindo a gravidade da existente na Guiné devido à muito maior extensão do território e ao facto de as forças guerrilheiras ainda não disporem do equipamento antiaéreo já à disposição das forças guineenses do PAIGC. A actividade operacional era marcada pela herança do período de comando do general Kaúlza de Arriaga (Julho de 1969-Março de 1970, como comandante das forças do Exército; Março de 1970-Julho de 1973, como comandante-chefe).

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TRÊS SURPRESAS RAZOAVELMENTE PROVÁVEIS

Pearl Harbor – 11 de Setembro – Capitólio
O ataque japonês a Pearl Harbor, em 7 de Dezembro de 1941, os atentados terroristas da al-Qaeda nos EUA, em 11 de Setembro de 2001, e o assalto ao Capitólio de Washington D.C., em 6 de Janeiro de 2021, apesar das suas diferentes motivações, são todas elas consideradas datas negras da história americana. As falhas de segurança que se produziram nas três circunstâncias deixaram o mundo inteiro a interrogar-se: como foi possível?
 
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VERÃO DE 1975

A IMPORTÂNCIA DE SE CHAMAR ERNESTO...OU VASCO

O resultado das eleições para a Assembleia Constituinte, em 25 de Abril de 1975, a crise do IV Governo Provisório, o caso do jornal República, a recuperação da RUA pelas forças à direita do PCP, o início da rotura no interior do Movimento das Forças Armadas (MFA), a indisciplina das unidades militares e a iminente constituição do V Governo Provisório, criaram as condições para uma afirmação política capaz de fazer uma síntese de oposição ao rumo da revolução.

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DO ESPÍRITO MILITAR DAS NAÇÕES E DO MORAL DOS EXÉRCITOS

Antoine-Henri Jomini

Um governo adoptaria em vão os melhores regulamentos para organizar um exército se não se aplicasse, também, a desenvolver o espírito militar no país. Se, na City de Londres, preferem o título de banqueiro mais rico a uma condecoração militar, é coisa que pode aceitar-se num país insular, protegido pelas suas inúmeras forças navais. Mas uma nação continental que adoptasse os costumes da City de Londres ou da Bolsa de Paris, mais tarde ou mais cedo tornar-se-ia presa dos seus vizinhos.

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DA MORALIDADE E IMORALIDADE DA COLONIZAÇÃO NA ERA DOS DESCOBRIMENTOS

Os portugueses, pouco depois de darem início às navegações no Atlântico, perceberam como era importante a sustentação moral do empreendimento. Pediram, mesmo, à Santa Sé, que desse o seu público assentimento à grande aventura marítima que pretendiam levar a cabo. Essa manobra diplomática seria coroada de êxito com a publicação, no espaço de menos de quatro anos, de três bulas papais.

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PORTUGAL PRECISA DE SE DESCOLONIZAR?

Nos últimos tempos, há quem esteja tentando descobrir mais uma “causa fracturante”, para limar mais umas arestas da sociedade. Desta vez, porém, a questão vem bulir com a nossa História, com a nossa identidade como Nação e com a ideia de Pátria, como memória comum de todo um povo.

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O “CAPITÓLIO” DE S. BENTO

O cerco da Assembleia Constituinte (12-11-1975)

Apesar de notórias diferenças ideológicas dos seus protagonistas, a invasão do Capitólio de Washington D.C., em 6 de Janeiro de 2021, num contexto político pós-eleitoral e de preocupantes indícios de guerra civil, conduziu muitos portugueses contemporâneos da Revolução dos Cravos (1974/75) à lembrança de um dos momentos de maior tensão política do período revolucionário: o cerco da Assembleia Constituinte. Iniciado em 12 de Novembro de 1975, nunca chegou ao extremo da invasão do edifício e das agressões físicas que foi possível constatar nos acontecimentos de 6 de Janeiro último.

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CARTAS DO FIM

A história dos últimos seis anos do Estado Novo, mesmo para quem já era adulto nessa época, não fica completa apenas com a memória desse tempo. Nos dias de hoje, com uma superabundância de informação, até os segredos politicamente mais importantes acabam por aparecer nos diversos tipos de média. Entre 1968 e 1974, a existência da Censura garantia ao governo a ocultação dos meandros da política, tanto em casos de justificada reserva como naqueles com características que hoje consideramos banais. 

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1939 – O ENIGMA SOVIÉTICO

Winston Churchill

Em Abril e Maio de 1939, começa a produzir-se uma viragem na política da Europa de Leste, perante a ameaça do expansionismo nazi. O governo britânico devia examinar, com carácter de urgência, as consequências práticas das garantias prestadas à Polónia e à Roménia. Nenhum deste conjunto de disposições possuía o mínimo valor militar se não se inscrevesse num quadro de um acordo geral com a Rússia. Foi, portanto, dentro deste conceito que, em 15 de Abril, se entabularam conversações, em Moscovo, entre o embaixador britânico e o Sr. Litvinov.

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2.ª GUERRA CIVIL AMERICANA

Ao tomar conhecimento dos termos do Tratado de Versalhes e da pesada punição que o mesmo impunha à Alemanha, o marechal Foch não hesitou em profetizar: “Não é um Tratado de Paz; é um armistício por 20 anos.” Perante o que está a suceder nos Estados Unidos da América, desde 25 de Maio, é tentador fazer uma comparação entre a Guerra Civil Americana de 1861-1865 e o conflito social e político que está em curso, com muitas lembranças icónicas dessa guerra. Em vez dos “vinte anos de armistício” previstos por Foch, teríamos, agora, um interregno de 155 anos.

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DA ELEIÇÃO DO PRESIDENTE DOS EUA

Alexis de Tocqueville

É impossível seguir o desenvolvimento ordinário da acção política nos Estados Unidos sem notar que o desejo de ser reeleito domina os pensamentos do presidente; [...] o princípio da reeleição torna, portanto, a influência corruptora dos governos electivos mais alargada e mais perigosa. Tende a degradar a moral política do povo e a substituir o patriotismo pela habilidade.

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“Losers” and “suckers”

1918 – A BATALHA DO BOSQUE DE BELLEAU

Em Junho de 1918, cerca de mil Marines americanos perderam a vida durante os combates para a redução de uma bolsa criada por uma penetração alemã, na frente do Aisne. Em Novembro de 2018, durante as comemorações do centenário do Armistício (11-11-1918), Donald Trump chamou-lhes 'perdedores' e 'lorpas' (losers and suckers).

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DA ARMADILHA DE TUCÍDIDES À IMPRESCINDIBILIDADE DA VITÓRIA

No início da obra História da Guerra do Peloponeso, o autor descreve o imperativo de “ir para a guerra” que, modernamente, tem vindo a ser descrito como a armadilha de Tucídides, levando alguns autores contemporâneos a verem na China actual [potência revolucionária] a Atenas de então, sendo Esparta o equivalente dos EUA [potência instalada].

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1490 – A IMPORTÂNCIA GEOPOLÍTICA DO ENLACE DO PRÍNCIPE D. AFONSO COM ISABEL DE CASTELA

Pelas previsíveis repercussões políticas no espaço ibérico, o acontecimento mais marcante do reinado de D. João II, imediatamente após a conclusão da viagem de Bartolomeu Dias, é, sem dúvida, o casamento de D. Afonso, herdeiro do trono, com a infanta D. Isabel de Castela, filha dos Reis Católicos.

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1939 – NA LISTA DE HITLER, SEGUIA-SE A POLÓNIA

Winston Churchill

Combater pela Checoslováquia em 1938 fazia sentido, uma vez que o Exército Alemão podia empenhar apenas uma meia dúzia de divisões bem treinadas na Frente Ocidental, ao passo que a França, com perto de 60 ou 70 divisões, estava apta a atravessar imediatamente o Reno ou a ocupar o Ruhr. Mas um tal empreendimento fora considerado irrazoável, temerário e absolutamente indigno do pensamento e da moral modernos.

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PORTUGAL, A CORRIDA A ÁFRICA E A ATRACÇÃO DO BRASIL

Como admitiu Oliveira Marques, “dos finais do século XVII a 1822, o Brasil constituiu a essência do Império Português. Com algum exagero, até se poderia dizer que constituía a essência do próprio Portugal.” Não surpreende, por conseguinte, que a separação do Brasil tenha provocado um sentimento de perda, completa e profunda, da ideia de um Império. Após a guerra civil, que não tardaria a eclodir, a renovação de um impulso ultramarino ainda pareceu possível, se reorientado para a África.

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1939 – DA VISITA DE CHAMBERLAIN A MUSSOLINI AOS PRIMÓRDIOS DA CRISE POLACA

Winston Churchill

            O Sr. Chamberlain insistia em crer que seria suficiente levar a cabo contactos pessoais com os ditadores para melhorar sensivelmente a situação mundial. Não se apercebia de que as decisões deles estavam já tomadas. Cheio de optimismo, ofereceu-se para ir a Roma, em Janeiro, acompanhado de lorde Halifax.

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1905 - A BATALHA DE TSUSHIMA

A batalha de Tsushima constitui o episódio final da Guerra Russo-Japonesa (1904-1905). Viria a ser a única batalha naval decisiva travada por esquadras de navios de aço modernos e a última em que a esquadra vencida se rendeu no alto-mar. O interesse da batalha fica acrescido com a circunstância de a esquadra russa ter, previamente, percorrido cerca de 18.000 milhas, desde o Báltico até próximo do Japão, e pela circunstância de, em tempos modernos, constituir a primeira vitória de um povo asiático sobre uma potência europeia.

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A POSIÇÃO DE PORTUGAL NO MUNDO

— Análise geoestratégica à luz da História —

Afirmava Napoleão que a geografia de um país era a condicionante principal da sua política. Efectivamente, os territórios onde se encontram sediadas as diversas unidades políticas, além da sua diversificada extensão, apresentam, em paralelo, condicionamentos ao seu bem-estar e progresso, resultantes, em grande parte, da sua morfologia e do seu posicionamento geográfico em termos regionais. 

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De quais têm sido, universalmente, os princípios de qualquer cidade e de quais foram os de Roma

Nicolau Maquiavel

Quem tiver lido sobre o princípio da cidade de Roma, os seus fundamentos legais e a forma como foi ordenada não se surpreenderá que tanta virtude se tenha, por muitos séculos, mantido naquela cidade e que, depois, dali tenha nascido o império que àquela república se seguiu. E, querendo, primeiramente, discorrer sobre o seu nascimento, digo que todas as cidades são erguidas ou pelos habitantes do lugar onde surgem ou por forasteiros.

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1810 – MASSÉNA EM VEZ DE NAPOLEÃO

A única vez que Napoleão entendeu ser necessária a sua presença na Península Ibérica foi no seguimento da derrota do seu exército na batalha de Bailén, em 19 de Julho de 1808, imposta pelas tropas espanholas do general Castaños. Em 5 de Novembro de 1808, Napoleão assume o comando do Exército de Espanha, vence os espanhóis em Tudela, em 23 de Novembro, e entra vitoriosamente em Madrid, em 4 de Dezembro. Procurando explorar este momento favorável, o imperador ordena a Soult que ataque as forças britânicas do general Moore na Galiza e se prepare para a segunda invasão de Portugal.

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ELOGIO FÚNEBRE

de Péricles

(Extracto de "História da Guerra do Peloponeso", de Tucídides - Edições Sílabo, Lda)

Compare este texto com as atitudes de Donald Trump, segundo as revelações hoje (04Set) publicadas na revista Atlantic, em

https://www.theatlantic.com/politics/archive/2020/09/trump-americans-who-died-at-war-are-losers-and-suckers/615997/

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1916 - A BATALHA DA JUTLÂNDIA

Em 31 de Maio de 1916, deu-se início à maior batalha naval da 1.ª Guerra Mundial, entre a Grande Esquadra britânica e a Frota de Alto-Mar alemã. Depois da batalha de Trafalgar, em 1805, nunca mais havia sido disputada a supremacia naval da Grã-Bretanha. Reconhecendo que a Alemanha lograra levantar uma esquadra equipada com excelentes navios, os britânicos encaravam um confronto com os germânicos como uma desejada oportunidade para confirmar a excelência e a superioridade da sua Royal Navy. O tema fica enriquecido pela inclusão de imagens e mapas.

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INTRODUÇÃO

O Fascismo era a sombra ou o filho monstruoso do Comunismo. Winston Churchill

Caporetto e Petrogrado

No final de 1917, em plena 1.ª Guerra Mundial, dois acontecimentos, separados temporalmente por menos de uma semana e geograficamente por 2.000 km, iriam gerar as condições para o sucesso da Revolução Bolchevista e do movimento, igualmente revolucionário, que serviria de modelo ao processo de a combater - o fascismo.

O texto que se segue constitui a INTRODUÇÃO desta edição em português (Edições Sílabo), de que sou autor. A tradução da obra também é da minha autoria.

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GARIBALDI - GENERAL-DE-MAR-E-GUERRA

Acaba de sair este volume de Memórias Autobiográficas, de Giuseppe Garibaldi, que tive a honra de traduzir. O texto que se segue constitui a INTRODUÇÃO desta edição em português (Edições Sílabo), de que sou também autor.

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Introdução GG.pdf (180435)

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Para ler a recensão do general Vieira Borges na REVISTA MILITAR, clicar em:

https://www.revistamilitar.pt/artigo/802

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Recensão do Prof. Doutor Luís Alves de Fraga, publicada na Revista Militar
 

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Não há racismo entre os ricos: esses, eventualmente, produzem doutrinas do racismo; mas os pobres produzem--no na prática, que é bem mais perigoso.

Umberto Eco

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Hipnotizada pelo puro combate ideológico [...] a revolução [de Abril] descurou em excesso o sentimento nacional, deixando à futura direita, após a cómoda hibernação que lhe ofereceu, a sua exaltada e frenética exploração. É verdade que os valores de "pátria", "patriotismo", "sentimento nacional", pelo seu teor afectivo, de cariz irracional, não costumam ser reivindicados pela esquerda. É um erro funesto. Nenhuma revolução triunfou com argumentos meramente ideológicos.

EDUARDO LOURENÇO, O Labirinto da Saudade

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Os homens nunca fazem nada de bem senão por necessidade.

Nicolau Maquiavel 

Discursos sobre a Primeira Década de Tito Lívio - L. I - Cap. III

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Um partido conservador não tem muitas hipóteses em Portugal, porque o nosso atraso é tal que a política a fazer é muito progressiva e muito progressista.

Francisco Sá Carneiro (1974)

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Existe um culto à ignorância alimentando a falsa noção de que a democracia significa que a minha ignorância é tão válida como o teu conhecimento.

Isaac Asimov

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Gostaria de que se preocupassem mais com a honestidade e a decência. Só porque têm uma religião, acreditam estar dispensados de ter uma moral.

Amin Maalouf

(sobre os poderosos do Líbano)

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O discurso do arrependimento do Ocidente é esclerosante. É preciso libertar-se dele e pensar para além da vitimização. [...] A pergunta que devemos colocar a nós próprios não é: porque sou mal acolhido; mas é: porque parto, porque deixo a minha terra?

Kamel Daoud, argelino, combatente por um islão iluminista

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Cada povo só o é por se conceber e viver justamente como destino. Isto é, simbolicamente, como se existisse desde sempre e tivesse consigo uma promessa de duração eterna.

EDUARDO LOURENÇO, Portugal como Destino

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Alguém mencionou que o Brasil se pareceria com a Itália entre guerras de Mussolini. Mas Mussolini era uma pessoa muito culta se comparada ao atual aqui (Bolsonaro). 

Fernando Henrique Cardoso - O Estado de S.Paulo, 12 de Maio de 2020

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Nenhuma mentira vive o suficiente para envelhecer 

Sófocles

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É verdade que, por vezes, os militares, exagerando da impotência relativa da inteligência, descuram servir-se dela.

Charles de Gaulle

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O meu erro não foi ter subestimado Hitler. O meu erro foi ter sobrestimado os alemães.

Klaus Mann

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Nunca interrompas o teu inimigo quando ele estiver a cometer um erro.

Napoleão Bonaparte

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As despesas militares eram um quebra‑cabeças. Nunca se conseguiu que o Ministério do Exército se submetesse à disciplina orçamental [...] Debalde eu determinara que não se excedesse com as despesas militares os 40% do orçamento geral do Estado: ia‑se até aos 45%, e o pior é que se tinha a consciência de uma péssima administração do Exército, pois na Marinha e na Força Aérea as previsões orçamentais eram respeitadas.

MARCELLO CAETANO, Depoimento, p. 97.

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O preço da grandeza é a responsabilidade.

Winston Churchill

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...do ponto de vista deles, nós éramos um entrave à revolução tal como eles a entendiam. Mas nós entendíamos que estávamos a fazer uma revolução em função do passado. E eles entendiam que nós éramos a contra-revolução em função da ideia que faziam do que seria a revolução. 

Ernesto Melo Antunes

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Numa Pompílio [2.º rei de Roma] ... encontrando um povo ferocíssimo e pretendendo conduzi-lo à obediência civil de forma pacífica, voltou-se para a religião como coisa de todo necessária para manter um clima de civilidade; e fê-lo de tal modo que, por muitos séculos, não houve, em parte nenhuma, tanto temor de Deus como naquela república...

MAQUIAVEL, Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio.

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Há uma Providência que protege os idiotas, os bêbados, as crianças e os Estados Unidos da América.

Otto von Bismarck

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Revolução é uma ideia que encontrou as suas baionetas.

Napoleão Bonaparte

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“Os portugueses sempre tiveram uma maneira muito sua de fazer as coisas. Mesmo aquele sangrento espetáculo ibérico, a tourada, adquire em Portugal uma característica especial, cavalheiresca, pois o touro nunca é morto. Na semana passada, um grupo estreitamente coordenado de oficiais do exército aplicou essa tradição civilizada a um ato muitas vezes violento: um golpe militar”. 

Newsweek - 6 de Maio de 1974

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Resultado de imagem

A Honra é a poesia do Dever.

Alfred de Vigny

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Estou absolutamente convencido de que a Espanha é o país mais forte do mundo. Século após século tenta destruir-se e não há maneira de o conseguir.

Otto von Bismark

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[No Vietname] combatemos uma guerra militar; os nossos opositores combateram uma guerra política. Procurámos o desgaste físico; os nossos opositores apontaram à nossa exaustão psicológica. Ao longo do processo, esquecemo-nos de uma das máximas principais da luta de guerrilha: a guerrilha vence desde que não perca; o exército convencional perde se não consegue vencer.

Henry Kissinger

The Viet Nam Negotiations, Foreign Affairs, Janeiro de 1969

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A impressão era sempre modificada à vista da bela e educada
juventude que me acompanhava, quase todos elementos citadinos
e cultos, pois é notório que, entre os corpos voluntários que
tive a honra de comandar em Itália, os camponeses sempre falharam,
graças aos reverendos ministros da mentira.
 
Giuseppe Garibaldi
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Israel, tendo atacado, apoderou-se, em 6 dias de combate, dos objectivos que pretendia alcançar. Presentemente, organiza, nesses territórios que tomou, a ocupação, que não pode resultar sem opressão, repressão e expulsão, e onde se manifesta, contra ele, uma resistência que, por seu turno, [Israel] apelidará de terrorismo.

Charles de Gaulle - Conferência de imprensa de 27-11-1967

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...de mil maneiras e por muitas razões, as conquistas são prejudiciais. Porque é muito fácil fazer conquistas sem aumentar a respectiva força, mas quem conquista império e, ao mesmo tempo, não aumenta a sua força, caminha para a ruína.

Maquiavel, Discursos sobre a Primeira Década de Tito Lívio

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Padre Antônio Vieira

Se servistes a Pátria, que vos foi ingrata, vós fizestes o que devíeis, ela o que costuma.

Padre António Vieira

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