DA DISCIPLINA REVOLUCIONÁRIA (1)

A Revolta Militar de 25 de Abril de 1974, sendo um acto de dupla insurreição – contra a hierarquia militar e contra o Estado Novo – inevitavelmente haveria de sofrer de problemas de disciplina, uns mais previsíveis do que outros. Um dos menos esperados foi, justamente, a invenção de uma “disciplina revolucionária”, a qual, na parte final do período revolucionário, se transformaria em instrumento político.

Para ler o artigo, clicar em:

Dadisciplina RVL 1_2.pdf (101961)

*******************************************************************

DA DISCIPLINA REVOLUCIONÁRIA (2)

Em 9 de Outubro, o deputado Mota Pinto, do PPD, face às diversas formas de oposição levadas a cabo pelo PCP, afirmaria que se impunha a saída do PCP do governo. Como réplica, o deputado comunista Jaime Serra declararia: É errado interpretar, como fazem alguns, a grande movimentação de soldados como um factor de caos e anarquia. O amplo e vigoroso movimento dos soldados é uma viva expressão da luta do povo trabalhador e uma afirmação de que, tal como no aparelho civil, a autoridade, a disciplina e a ordem nas Forças Armadas, só se pode alcançar retirando reaccionários de postos de comando e mantendo e reforçando o espírito revolucionário.

Para ler o artigo, clicar em:

Da_disciplina 2.pdf (87390)

+++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

25 DE ABRIL

DO GOLPE MILITAR À REVOLUÇÃO (E À CONTRA-REVOLUÇÃO)

Segundo Melo Antunes, ao referir-se ao 25 de Abril, “a maioria dos oficiais participou num golpe militar, num pronunciamento militar, sem saber que estava a desencadear uma revolução”. Esta frase traduz, com bastante rigor histórico, o sentimento que, na época, dominava o espírito dos oficiais revoltosos.

Para ler o artigo, clicar em:

25Abr_Revol_CRevol.pdf (90140)

*******************************************************************

25 DE ABRIL – A REVOLUÇÃO QUE PROMETEU ELEIÇÕES

Nos textos de história que abordam os antecedentes do 25 de Abril, tem-se dado pouco relevo à circunstância de o Programa do MFA ser desconhecido dos capitães que arrancaram para a operação de derrube do regime. De facto, o derradeiro documento do MOFA (Movimento de Oficiais das Forças Armadas, designação que antecedeu a mais abrangente de Movimento das Forças Armadas) que teve distribuição geral foi aquele que foi apresentado e assinado na reunião de Cascais, em 5 de Março de 1974.

Para ler o artigo, clicar em:

25Abr_eleições.pdf (119890)

vvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvv

MFA – A necessidade de reencontrar um rumo

Ao findar o mês de Maio de 1975, as vicissitudes resultantes das eleições para a Assembleia Constituinte, a que se somaram os efeitos do Caso República, vieram criar nas cúpulas do MFA a percepção de que se estava a dissipar o apoio incondicional que o povo português lhe dedicara, a partir de Abril de 1974. 

Para ler o artigo, clicar em:

MFA_Reeencontrar Rumo.pdf (67363)

*********************************************************************

VIAGEM RUMO À ASSEMBLEIA DO MFA DE 11 DE MARÇO DE 1975

1.ª Parte

Há cerca de cinco meses, foi publicada a transcrição, praticamente integral, das discussões havidas na assembleia de 11 para 12 de Março de 1975, no seguimento da tentativa de golpe militar da facção liderada pelo general Spínola, cuja acção principal se localizaria no Regimento de Artilharia Ligeira n.º 1, em Lisboa. A obra em questão – a que foi posto o título de A noite que mudou a revolução de Abril – A Assembleia Militar de 11 de Março de 1975 – constitui um eloquente registo do ambiente frenético em que decorria a revolução.

Para ler o artigo, clicar em:

Revolução_11Março.pdf (336954)

wwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwwww

VIAGEM RUMO À ASSEMBLEIA DO MFA DE 11 DE MARÇO DE 1975

2.ª Parte

Cerca das 11h50m de 11 de Março de 1975, uma força de pára-quedistas, apoiada por aviões e helicópteros da Força Aérea, atacava o RAL1, vindo a provocar 1 morto e 14 feridos. A breve trecho, a intervenção, no terreno, de alguns elementos do MFA à civil levou à suspensão do ataque. Cerca das 20 horas desse dia 11 de Março de 1975, um grupo de militares – oficiais do QP e milicianos – dirigiu-se ao Palácio de Belém, onde decorria uma reunião do Conselho dos Vinte, e ali sugeriu (ou impôs, como afirma Vasco Lourenço), em termos seguramente dramáticos, debater com o dito Conselho a situação decorrente do golpe.

Para ler o artigo, clicar em:

Revolução_11 Março 2P.pdf (110875)

^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^

CERTEZAS E MISTÉRIOS DO 11 DE MARÇO DE 1975

Ao findar 1974, o MFA (Movimento das Forças Armadas) já não escondia as fracturas ideológicas que, desde a hora da vitória, se haviam produzido no seu seio. Enquanto à direita se agrupavam os incondicionais seguidores do general Spínola e seus aliados de ocasião, a esquerda dividia-se entre os moderados, liderados ideologicamente por Melo Antunes, os vanguardistas de Vasco Gonçalves, próximos do PCP, e uma tendência populista e basista que tinha em Otelo Saraiva de Carvalho a principal figura de referência.

Para ler o artigo, clicar em:

11Mar75.pdf (67526)

**********************************************************************

Texto da apresentação da obra no Salão Nobre do Quartel de Santo Ovídio, no Porto, em 16-03-2018

Para ler o artigo, clicar em

Da descolonização.pdf (110063)

vvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvv

A REUNIÃO DE 5 DE MARÇO DE 1974

Enquanto a sociedade portuguesa se agitava com a leitura do livro de Spínola Portugal e o Futuro, o MOFA preparava o primeiro documento de conteúdo político e programático. Sendo seu redactor principal o major Melo Antunes, a respectiva difusão ocorreria durante um plenário realizado em Cascais, em 5 de Março de 1974.
 
Para ler o artigo, clicar em
 
 

^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^

O 25 DE ABRIL E A FÓRMULA DE PETROGRADO

Para o PCP, comparando com o que aconteceu na Rússia, o que se passou no 25 de Abril correspondia à revolução de Fevereiro. Faltava ainda fazer a Revolução de Outubro e por isso sempre se entendeu o 25 de Abril como um golpe de Estado. A revolução perdeu-se no 25 de Novembro... (de uma entrevista recente de Zita Seabra). 

Para ler o artigo, clicar em

Fórmula Petrogrado.pdf (87504)

++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

A FUNÇÃO HISTÓRICA PORTUGUESA, O NOVÍSSIMO PRÍNCIPE E O 25 DE ABRIL

As decisões tomadas após 25 de Abril de 1974 relativamente aos territórios ultramarinos não podiam, portanto, ser do agrado de Adriano Moreira. A liberdade reconquistada facultar-lhe-ia a expressão completa da mágoa que sentia pela separação desses territórios.

Para ler o artigo, clicar em

Função Histórica.pdf (175953)

""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""

O VERÃO QUENTE DE 1975 NO PORTO

Os desenvolvimentos do processo político-militar iniciado em 25 de Abril de 1974 centraram-se, essencialmente, na região de Lisboa. Todavia, fazendo juz à tradição revolucionária da cidade do Porto -- 24 de Agosto de 1820, 16 de Maio de 1828, Cerco do Porto, 31 de Janeiro de 1891 e 3 de Fevereiro de 1927 --, também a Revolução dos Cravos haveria de registar significativos momentos, que tiveram por palco a cidade do Porto e como protagonistas os militares da Região Militar do Norte. O centralismo lisboeta, se se lembra muito bem do Norte em momentos de aflição, é pródigo em esquecê-lo quando chega a hora de registar a sua participação na História. Por isso, na passagem do 40.º aniversário desses acontecimentos, aqui se deixa uma memória desses dias de inquietação e esperança.

Para ler mais, clique em

O VERÃO QUENTE DE 1975 NO PORTO.pdf (60,5 kB)

******************************************************************

DA TEORIA À PRÁTICA – SPÍNOLA PERANTE A RESPONSABILIDADE DO PODER

Sabemos hoje que Marcello Caetano, após ter concluído a leitura de Portugal e o Futuro, convocou para a sua residência os dois generais – Costa Gomes e Spínola – que ocupavam o vértice da estrutura militar. Era o dia 22 de Fevereiro de 1974. O então Presidente do Conselho descreveu essa entrevista do modo seguinte:
 
Para ler o artigo, clicar em
 
 
vvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvv

O 25 DE ABRIL DOS CAPITÃES


A chegada de Marcelo Caetano ao poder, em 1968, proporcionou um momento de grande expectativa na sociedade portuguesa. Com a morte política de Salazar, parecia surgir no horizonte uma oportunidade, longamente esperada, de reforma do regime, rumo a um completo retorno à democracia.

Para ler o artigo, clicar em

O 25 de Abril dos capitães.pdf (103955)

vvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvvv

VITÓRIA TRAÍDA OU DERROTA EVITADA?

O fim dos Impérios Coloniais europeus, no quadro político internacional criado após o termo da 2.ª Guerra Mundial, foi acompanhado de diversas recriminações em países como a Grã-Bretanha, a França, a Bélgica, a Holanda, onde, com alguma diversidade de tom, se não deixaram de expressar correntes de pensamento que, na época, consideraram a liquidação desses Impérios como abandono desonroso e mesmo classificável com o ápodo de ‘traição’. 

Para ler o artigo, clicar em

Vitória Traída Derrota Evitada.pdf (1329820)

++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

PALMA CARLOS – O “GOLPISTA” SENSATO

Sentindo-se impotente para resolver os graves problemas que tinha entre mãos, o primeiro-ministro Palma Carlos decidiu apresentar ao Conselho de Estado, a 8 de Julho de 1974, uma proposta de alteração do cenário constitucional, que permitisse ganhar tempo relativamente às disposições iniciais do programa do MFA.

Para ler o artigo, clicar em

Golpe Palma Carlos.pdf (149292)

++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++

O 25 DE ABRIL E OS PRIMÓRDIOS DA DESCOLONIZAÇÃO

1.ª Parte – O plano do general Spínola

Quando, ao fim de 13 anos de guerra em África, a esperança de vitória por completo se desvanecera, coube a um restrito número de oficiais, organizados como Movimento das Forças Armadas (MFA), pôr termo a um regime político incapaz de encontrar solução para as suas contradições. O impasse militar em África constituíra, por esse motivo, o cimento aglutinador das várias sensibilidades políticas desse grupo de oficiais, apostados que estavam na implementação de uma estratégia de paz.

Para ler o artigo, clicar em

Primórdios descolonização 1P.pdf (160147)

"""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""""

O 25 DE ABRIL E OS PRIMÓRDIOS DA DESCOLONIZAÇÃO

2.ª Parte – O Programa do MFA e a questão colonial

O primeiro esboço de programa político do MFA é apresentado por Melo Antunes, a 22 de Março – já depois, portanto, de Marcelo Caetano ter demitido Costa Gomes e Spínola das funções de Chefe e Vice-Chefe do EMGFA – numa reunião restrita, em casa do major Vítor Alves, estando presentes representantes de todos os ramos das Forças Armadas.

Para ler o artigo, clicar em

Primórdios descolonização 2P.pdf (163062)

^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^

O 25 DE ABRIL E OS PRIMÓRDIOS DA DESCOLONIZAÇÃO

3.ª Parte – Incerteza e desconfiança

Para ler o artigo, clicar em

Primórdios descolonização 3P.pdf (188248)

*********************************************************************

O 25 DE ABRIL E OS PRIMÓRDIOS DA DESCOLONIZAÇÃO

4.ª Parte – Entre o debate sem paz e a paz sem debate

No seguimento da vitória do MFA, a 25 de Abril de 1974, a procura de uma solução para as guerras no Ultramar vai decidir-se, basicamente, em torno de duas grandes opções: uma via democrática e uma via revolucionária.

Para ler o artigo, clicar em

Primórdios descolonização 4P.pdf (139816)

*********************************************************************

O 25 DE ABRIL E OS PRIMÓRDIOS DA DESCOLONIZAÇÃO

5.ª Parte – As primeiras negociações

A 15 de Maio de 1974, António de Spínola é solenemente empossado como primeiro presidente da República saída da revolução de 25 de Abril. O seu discurso de posse contém os primeiros sinais de inflexão no tocante à questão ultramarina.

Para ler o artigo, clicar em

Primórdios descolonização 5P.pdf (198221)

===========================================================

MULHERES DE ABRIL

Alocução proferida no IASFA/Porto, por ocasião do convívio de oficiais

comemorativo do 42.º aniversário do 25 de Abril

Para ler o artigo, clicar em

Mulheres de Abril.pdf (60401)

********************************************************************

“FACILIDADES” DA DESCOLONIZAÇÃO

Para ler o artigo, clicar em

Facilidades.pdf (240147)

^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^

Contactos

A BIGORNA
Granja - V. N. Gaia

© 2015 Todos os direitos reservados.

Desenvolvido por Webnode